- Eni e Repsol planejam exportar gás natural da Venezuela até o final de 2031, após acordo com Caracas.
- O acordo com a presidente interina Delcy Rodríguez permite dobrar a produção do campo offshore Perla e exportar o gás como LNG a partir de terminal flutuante.
- As empresas também receberão garantias de compensação por bilhões de dólares em gás bombeado ao longo dos anos sem pagamento.
- Atualmente, o campo produz cerca de 16,6 milhões de metros cúbicos por dia; exportação ocorreria quando a produção atingir 34 milhões de metros cúbicos por dia, após atender a consumo doméstico de 18,26 milhões de metros cúbicos por dia.
- As companhias planejam instalar mais duas plataformas até 2028 e estender o contrato de operação de 2036 a 2051.
As multinacionais europeias Eni e Repsol fecharam acordo com o governo da Venezuela para retomar e ampliar o campo offshore de gás Perla, no Golfo da Venezuela. O pacto, ainda não detalhado publicamente, prevê exportação de gás natural até o fim de 2031, após a retomada de um projeto há décadas paralisado. As informações são de fontes que falaram à Bloomberg News.
Segundo as fontes, o acordo com a presidente interina Delcy Rodríguez permite dobrar a produção do campo e exportar gás natural liquefeito a partir de um terminal flutuante. As empresas também receberiam compensação por bilhões de dólares em gás fornecido anteriormente à Venezuela sem pagamento.
Eni e Repsol descobriram o campo de Perla em 2009, em águas rasas próximas à fronteira venezuelana com a Colômbia. Estima-se que o reservatório contenha cerca de 481 bilhões de metros cúbicos de gás, entre as maiores descobertas da região. A produção atual é de aproximadamente 16,6 milhões de metros cúbicos por dia, abastecendo usinas, petroquímicas, fábricas e residências no oeste do país.
Detalhes do acordo
As empresas planejam instalar duas plataformas adicionais no campo até 2028 e iniciar exportações quando a produção atingir 34 milhões de metros cúbicos por dia. O arrendamento para operar o campo seria estendido de 2036 a 2051, conforme fontes familiarizadas com o tema.
Situação do campo e infraestrutura
O acordo envolve o uso de terminais flutuantes de exportação de gás natural liquefeito, uma solução que exige menos infraestrutura em terra. Esses terminais, embora mais rápidos de instalar, apresentam desafios de engenharia e financiamento. A Eni já possui experiência com essa tecnologia em outros projetos, como no Congo e Moçambique, além de parcerias com a YPF, na Argentina, envolvendo embarcações flutuantes.
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