- O tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz está praticamente paralisado nesta segunda-feira, após semanas de guerra no Golfo Pérsico.
- No domingo, a Marinha dos Estados Unidos apreendeu um cargueiro iraniano próximo a Jask, aumentando os riscos para armadores na região.
- A situação ocorreu meses após uma suposta reabertura, que levou à queda do petróleo, mas rapidamente voltou a se deteriorar.
- Navios que se fortaleciam em direção a Ormuz sinalizam destinos variados, com alguns representando ações sancionadas pelo Reino Unido, UE e EUA.
- O cessar-fogo entre EUA e Irã deve expirar no fim desta terça-feira, sem clareza sobre prorrogações ou novas negociações nesta semana.
O tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz está quase paralisado nesta segunda-feira, 20, após uma rápida reabertura no fim de semana que terminou com a apreensão de uma embarcação iraniana pelos EUA. A operação evidencia dificuldades para retomar a atividade na rota estratégica.
As travessias pela via aquática caíram a níveis mínimos em sete semanas de tensão no Golfo Pérsico. O Irã tem intensificado o controle em retaliação aos ataques americanos e israelenses, reduzindo a circulação de navios na região.
Na sexta-feira, houve uma aparente retomada da passagem, com reabertura anunciada por Irã e EUA, o que elevou o preço do petróleo. Contudo, a situação voltou a se deteriorar pouco depois, levando navios a recuar.
No domingo, a Marinha americana apreendeu um cargueiro iraniano nas proximidades do porto de Jask, no Mar de Omã, enquanto a embarcação seguia para Ormuz. Foi a primeira ação desse tipo durante o atual bloqueio.
Essa apreensão aumenta o risco para armadores que operam na região e amplia a área considerada perigosa para as travessias, contribuindo para a volatilidade do mercado de petróleo.
Desdobramentos
O petróleo de referência saltou após a nova interrupção, com desvalorização temporária da oferta global em observação. Analistas destacam que muitos armadores devem adotar postura de espera diante da incerteza.
Entre os cargos, o Nova Crest, petroleiro de produtos, navega ao sul da ilha de Larak em direção a Ormuz, com destino a Khor Fakkan. O navio está sob sanções do Reino Unido, UE e Suíça por envolvimento no petróleo russo.
Em sentido oposto, o Axon I, transportador de gás liquefeito, avança a partir de Fujairah, com possível destino a Sharjah. Ao lado, o Starway sinaliza Hamriyah como próxima escala.
Navios de gás natural liquefeito também se aproximaram do estreito, mas recuaram ou ficaram à deriva, sem clareza sobre a evolução da situação.
O cessar-fogo entre EUA e Irã deve expirar ao fim desta terça-feira. Ainda não há sinal de prorrogação ou de retorno às negociações em Islamabad, conforme informações de agências.
Com colaboração de Yongchang Chin.
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