- Estados Unidos matou mais três pessoas em uma embarcação no mar do Caribe neste domingo (19), conforme o Comando Sul.
- O total de mortos chega a 157 nos últimos meses, sem provas de que os alvos fossem traficantes.
- Foram 45 ataques contra embarcações na região desde o fim do ano passado.
- A operação teve autorização do General Francis L. Donovan, com vídeo divulgado pelo Comando Sul.
- Autoridades ressaltam que ataques não interceptaram suspeitos nem apresentaram provas de tráfico; especialistas apontam que o Caribe responde por cerca de 10% da cocaína que chega aos EUA.
Os Estados Unidos realizaram nesta domingo uma nova intervenção militar no Caribe, resultando na morte de três pessoas a bordo de uma embarcação. A ação foi anunciada pelo Comando Sul das Forças Armadas, que informou ter autorizado o ataque com base em informações de inteligência.
De acordo com o comunicado do Comando Sul, a ofensiva foi conduzida por uma força-tarefa que efetuou um ataque cinético contra a embarcação, a qual operava sob alegada designação de organizações terroristas. A autoridade afirmou que a embarcação seguia por uma rota conhecida, justificando a intervenção.
O levantamento aponta que esta é a 45ª investida contra embarcações na região desde o fim do ano anterior, elevando o total de mortes atribuídas aos ataques a 157. O texto não apresentou provas públicas de que os alvos estivessem envolvidos com tráfico de drogas ou representassem ameaça direta aos Estados Unidos.
O direito internacional impõe limites para ataques contra pessoas sem perigo iminente, salvo se forem combatentes em contexto de conflito armado. Em todos os casos, não houve interceptação ou interrogação dos suspeitos, e Washington não divulgou evidências que respaldem as vítimas como traficantes.
Contexto legal
Especialistas apontam que a rota marítima caribenha não é a principal via de tráfico para os EUA, representando cerca de 10% da cocaína apreendida e uma parcela menor de fentanil. A cobrança de legitimidade das ações segue sob escrutínio internacional, com questionamentos sobre provas e procedimentos.
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