- O ex-presidente pró-Rússia Rumen Radev venceu as eleições parlamentares na Bulgária, com 44,7% dos votos após 97,52% das urnas apuradas, e pode governar sozinho.
- O Partido Bulgaría Progressista, de Radev, ficou na liderança; a coligação pró-europeia Continuamos a Mudança-Bulgária Democrática (PP-DB) teve 12,8% e o GERB, 13,4%.
- A vitória de Radev pode aproximar a Bulgária de Moscou, apesar de o país ser membro da União Europeia e da Otan.
- Antes da eleição, mais de 400 pessoas foram detidas por suspeita de compra de votos, segundo o Ministério do Interior, um aumento em relação às eleições de 2024.
- Analistas apontam que não é possível prever com precisão as mudanças na política externa; o caminho europeu permanece em debate, com a UE e a Rússia celebrando o resultado.
Rumen Radev, ex-presidente pró-Rússia, venceu as eleições parlamentares da Bulgária com votação esmagadora, segundo resultados oficiais divulgados nesta segunda-feira. A vitória pode aproximar o país de Moscou, apesar de sua pertença à UE e à OTAN. A apuração mostra Radev liderando desde o início.
O partido dele, Bulgária Progressista, alcançou 44,7% dos votos com 97,52% das urnas apuradas. A participação sugere possibilidade de governar sozinho, mas Radev sinalizou que pode buscar coalizões com forças pró-europeias ou menores.
Pelo lado oposicionista, a coligação Continuamos a Mudança-Bulgária Democrática ficou em segundo, com 12,8%, seguida pelo GERB, liderado pelo ex-primeiro-ministro Boyko Borissov, com 13,4%. Analistas destacam o abalo na política tradicional.
Contexto externo e lideranças
A vitória é festejada pela UE e pela Rússia, que veem potencial impacto na política externa regional. Em redes sociais, o presidente do Conselho Europeu elogiou o resultado e a disposição de colaborar na agenda da UE.
O Kremlin expressou otimismo com o contato pragmático pretendido por Radev para tratar de questões econômicas e de energia com a Rússia. Observadores comparam o posicionamento de Radev a governos euro-centrados que buscam redefinir relações com Moscou.
No entanto, o perfil do novo governo permanece incerto. Analistas apontam que não está definido o tom das relações com Bruxelas, nem se haverá mudanças relevantes na adesão da Bulgária ao euro. Radev citou, publicamente, continuar o caminho europeísta.
Economia e custos de vida
Antes da votação, o ministro do Interior interino afirmou que autoridades avançaram na luta contra fraudes eleitorais, com mais de 400 detenções por compra de votos e irregularidades. Em eleições anteriores, o número foi menor.
A Bulgária, que entrou na UE em 2007, enfrenta custo de vida elevado após a adoção do euro. A economia mostra melhoria em emprego e renda, mas demografia e inflação permanecem desafios. Pesquisadores destacam o tamanho da crise econômica como principal entrave.
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