- Famílias de crianças mortas em Minab, no Irã, pedem ao papa Leão 14 para ser a “voz” de seus filhos.
- A carta foi enviada pela Organização Islâmica de Cultura e Comunicação, para ser entregue ao pontífice por meio do Conselho de Políticas e Coordenação do Diálogo Inter-religioso do Irã.
- As famílias destacam que não querem que outros pais ou mães tenham de cantar canções de ninar diante de lápides frias.
- O grupo afirma que as declarações do papa contra a guerra ajudam a salvar crianças e a despertar a consciência mundial sobre violência e perdas.
- O ataque à escola Shajarah Tayyebeh, registrado em 28 de fevereiro, deixou ao menos 175 mortos, grande parte deles crianças, segundo o Ministério da Saúde iraniano; a matéria da New York Times aponta uma possível ofensiva norte-americana na região.
O Papa Leão 14 recebeu um apelo das famílias de crianças mortas no ataque a uma escola primária em Minab, no sul do Irã. Em carta dirigida ao pontífice, as mães e pais pedem que ele seja a voz de seus filhos falecidos, buscando despertar a opinião mundial para a tragédia.
Segundo a agência estatal Irna, as famílias também pedem que o Papa incentive a proteção de crianças frente a conflitos e que nenhum pai ou mãe tenha que enfrentar a dor de perder a própria criação de forma tão abrupta. A carta foi destinada à Organização Islâmica de Cultura e Comunicação para entrega via o Conselho de Políticas e Coordenação do Diálogo Inter-religioso do Irã.
A tragédia ocorreu em 28 de fevereiro, primeiro dia do recente conflito envolvendo EUA, Israel e Irã. Dados oficiais iranianos indicam que o ataque à escola Shajarah Tayyebeh, de educação infantil, resultou em ao menos 175 mortos, a maioria crianças. Profissionais de saúde locais e a imprensa estatal também informaram o saldo.
Autoridades iranianas destacam que estudantes e docentes estavam em sala de aula no momento do ataque, marcando uma semana de retorno às atividades. A contagem de mortos varia conforme fontes, com a imprensa estatal mantendo o número acima de 150.
Em 5 de março, o New York Times publicou análise sugerindo que a escola pode ter sido atingida durante operações norte-americanas contra uma base naval iraniana. A reportagem cita imagens que sustentam essa leitura, em meio a relatos de retaliação e tensões regionais.
A cobertura internacional acompanha o caso com foco nas consequências para crianças e famílias. Organizações internacionais destacaram a necessidade de proteção a estudantes e o respeito ao direito humanitário durante conflitos.
Antes do apelo ao Papa, autoridades iranianas já haviam informado que 942 escolas teriam sido atingidas em ataques recentes, elevando o saldo de danos ao setor educacional. O governo não detalhou as circunstâncias de cada incidente nem confirmou todas as perdas em cada região.
A repercussão do ataque e das declarações da Irna reforça a pressão por apurações independentes sobre as causas, responsabilidades e o manejo de informações em um contexto de conflito regional. As autoridades continuam investigando os fatos e articulando medidas de apoio às famílias afetadas.
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