- O chefe da agência humanitária da ONU, Tom Fletcher, disse que os US$ 2 bilhões por semana gastos na guerra no Irã poderiam ter financiado a salvar 87 milhões de vidas.
- Ele alertou que a normalização de linguagem violenta, como ameaças de bombear o Irã até a Idade da Pedra, é perigosa e incentiva autocratas a usar táticas semelhantes contra civis.
- Fletcher mencionou cortes severos no orçamento internacional de ajuda, estimando uma redução de cerca de cinquenta por cento, o que afeta campanhas humanitárias em várias regiões, incluindo África.
- Em palestra em Londres, ele comparou “governança de Estado” com “governança de mercado imobiliário” na relação com a administração Trump, dizendo que ainda há espaço para avanços, mas a cooperação institucional é essencial.
- O dirigente afirmou enfrentar dilemas sobre aceitar financiamento externo condicionado a questões como aborto ou direitos de pessoas trans, além de pedir maior proteção a trabalhadores humanitários diante de ataques.
O chefe da agência humanitária da ONU, Tom Fletcher, afirmou que o gasto semanal dos EUA com a guerra nações poderia ter financiado salvar 87 milhões de vidas. O comentário ocorreu durante uma palestra em Londres.
Fletcher, que dirige a OCHA, destacou que o cenário de cortes de ajuda no exterior é catastrófico, reduzindo o orçamento global em cerca de 50%. O alerta chega em meio a pressões por mais cortes adicionais.
Risco da retórica violenta
O executivo classificou como perigosa a normalização de linguagem de violência, incluindo ameaças de destruir infraestruturas civis. Ele afirmou que esse discurso beneficia autocratas e viola o direito internacional.
Desafios de financiamento e relação com EUA
Entre os grandes obstáculos, o orçamento humano da ONU depende de financiamento externo, com quedas notáveis no apoio do Reino Unido e dos EUA. Fletcher afirmou que a cooperação com a administração norte-americana é turbulenta, mas já houve avanços.
Impacto global das decisões de orçamento
Fletcher argumentou que cortes nos recursos afetam países da África, com inflação de alimentos e energia pressionando milhões. Ele ainda mencionou que a redução de fundos complica operações de socorro em emergências.
Situação no Reino Unido
O dirigente criticou a execução de cortes britânicos de ajuda, apontando que o país pode perder liderança em cooperação internacional. Segundo ele, a retração orçamentária afeta a capacidade de resposta global.
Segurança de trabalhadores humanitários
O executivo denunciou ataques a trabalhadores humanitários, pedindo proteção efetiva e responsabilização de agentes que ataquem civis. Ele ressaltou que mais de mil profissionais morreram nos últimos três anos.
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