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Irã ameaça retaliação aos EUA por ataque a navio cargueiro

Irã ameaça retaliação após apreensão do cargueiro iraniano TOUSKA pelo destróier americano no Golfo de Omã, enquanto 25 navios recuaram ou retomaram direção aos portos

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  • O Irã ameaçou retaliar os EUA após forças americanas atacarem e deterem o cargueiro iraniano TOUSKA no Golfo de Omã, neste domingo.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o navio tentou furar o bloqueio naval; o destróier dos EUA USS Spruance interceptou o TOUSKA, desativou a propulsão e abriu a casa de máquinas.
  • O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou que a embarcação ignorou avisos por cerca de seis horas antes da intervenção, e a tripulação iraniana ficou sob custódia.
  • O Irã classificou a ação como pirataria armada e avisou que responderá em breve, segundo porta-vozes do governo citado pela mídia estatal.
  • Desde o início do bloqueio, 25 navios comerciais foram obrigados a recuar ou retornar a portos iranianos, e o tráfego no Estreito de Ormuz segue afetado por ataques recentes.

O Irã ameaça retaliação após forças americanas atacarem e apreenderem o navio cargueiro iraniano Touska no Golfo de Omã, neste domingo. A intervenção ocorreu após a embarcação tentar furar o bloqueio naval dos EUA. O desdobramento envolve Estados Unidos, Irã e a região.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em Truth Social que o Touska, com quase 275 metros de comprimento, tentou ultrapassar o bloqueio. Segundo ele, o destróier USS Spruance desativou a propulsão de frente ao navio. A tripulação iraniana não obedeceu aos avisos, resultando na detenção do navio pelos EUA.

O Comando Central dos EUA confirmou que a embarcação ignorou avisos por cerca de seis horas. O destróier efetuou disparos direcionados à casa de máquinas para interromper a operação. Desde o início do bloqueio, 25 navios comerciais teriam recuado ou retornado a portos iranianos.

Reação iraniana

O principal comando militar do Irã, Khatam al-Anbiya, acusou os EUA de violar o cessar-fogo e classificou a ação como pirataria armada. Um porta-voz informou que as Forças Armadas iranianas responderão em breve às ações.

Antes da confirmação, o embaixador iraniano no Paquistão criticou o bloqueio naval, alegando violação do direito internacional e aumento de tensões na região. O tom oficial indicou oposição à intervenção norte-americana.

Contexto regional

Nos últimos dias, o tráfego no Estreito de Ormuz ficou afetado por ataques a embarcações. No sábado, lanchas iranianas dispararam contra um navio-tanque, e outra embarcação foi atingida por um projétil não identificado. Dados de plataformas de navegação mostram saída de várias embarcações da área.

A Guarda Revolucionária Islâmica indicou que pode bloquear o estreito e avisou que qualquer navio próximo poderá ser considerado colaborador de forças inimigas. A região segue sob monitoramento de autoridades marítimas e diplomáticas.

Fontes: Alejandra Jaramillo (CNN), Hatem Maher e Ahmed Tolba (Reuters).

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