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Irã usa agressão dos EUA para justificar tensão no Estreito de Ormuz

Irã atribui instabilidade em Ormuz à agressão dos EUA; Lavrov defende cessar-fogo e mediação russa para evitar escalada

Sergey Lavrov e Abbas Aragchi
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  • O Irã afirmou, em conversa entre Abbas Araghchi e o chanceler russo Sergey Lavrov, que a insegurança no Estreito de Ormuz decorre da agressão dos Estados Unidos.
  • Segundo a mídia estatal, Teerã disse que a instabilidade resulta de ações militares norte‑americanas e de Israel, e que a navegação de estrangeiros ocorre sob coordenação das autoridades iranianas.
  • Lavrov enfatizou a necessidade de manter o cessar‑fogo e evitar nova escalada no Oriente Médio, reforçando a busca por soluções diplomáticas.
  • Moscou defendeu que a trégua seja respeitada segundo os termos iniciais, com mediação do Paquistão, e reiterou disposição para atuar como mediadora entre Irã e países do Golfo.
  • O Irã rejeitou participar de nova rodada de negociações no Paquistão e criticou as mensagens contraditórias dos EUA, enquanto sinaliza interesse em garantir a passagem segura de embarcações russas pela região.

O Estreito de Ormuz voltou a ganhar destaque diplomático nesta segunda-feira (20/4). Em ligação com o chanceler russo, Sergey Lavrov, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, atribuiu a insegurança na região à agressão dos Estados Unidos. Teerã também citou Israel como parte do problema.

Segundo a imprensa estatal iraniana, Araghchi informou que a instabilidade na via marítima resulta diretamente de ações militares dos EUA e de Israel. Ele afirmou ainda que a navegação de embarcações estrangeiras ocorre sob coordenação das autoridades iranianas, reforçando o controle da região pelo Irã.

Lavrov, por sua vez, enfatizou a necessidade de manter o cessar-fogo vigente e evitar nova escalada militar no Oriente Médio. O comunicado da chancelaria russa diz ainda que Moscou defende o cumprimento dos termos originais e apoia soluções diplomáticas.

Contexto regional

A conversa ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Teerã e Washington, às vésperas do fim do cessar-fogo marcado para quarta-feira (22/4). O acordo, iniciado em 7 de abril, pode não ser renovado, segundo declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.

Trump afirmou ser altamente improvável estender a trégua sem avanços nas negociações, destacando que não fecharia um mau acordo. Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian criticou as mensagens contraditórias de Washington e classificou as exigências americanas como excessivas.

O impasse aumentou após o Irã rejeitar nova rodada de negociações no Paquistão. Teerã acusa os EUA de violar o cessar-fogo, citando bloco naval no Estreito de Ormuz e a apreensão de um navio iraniano. A Rússia continuou disponível para atuar como mediadora.

O governo iraniano também sinalizou pretender garantir a passagem segura de embarcações russas pela região. O Estreito de Ormuz continua a ser tópico central, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

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