- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ministro das Relações Exteriores e as Forças Armadas de Israel condenaram a profanação de um crucifixo por um soldado israelense em Debel, vilarejo no sul do Líbano.
- Uma foto que circula nas redes mostra o soldado segurando o lado cego de um machado contra a imagem caída de Jesus na cruz.
- A imagem foi registrada em Debel, onde vivem cristãos e que permanece no sul do Líbano desde a campanha contra a milícia Hezbollah, que começou em 2 de março.
- O crucifixo fazia parte de um pequeno santuário no jardim da casa de uma família, segundo o padre Fadi Falfel.
- O queixam os israelenses: Netanyahu afirmou que a atitude não condiz com valores judaicos e será punida; o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, pediu consequências rápidas; o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, pediu desculpas e disse que os cristãos tiveram seus sentimentos feridos; as Forças Armadas de Israel disseram que o incidente está sob investigação.
O que aconteceu: uma foto que circula nas redes mostra um soldado israelense usando o lado cego de um machado para danificar uma imagem de Jesus crucificado, em Debel, vilarejo no sul do Líbano. A imagem começou a circular no fim de semana e provocou condenação pública na segunda-feira.
Onde e quem está envolvido: o episódio ocorreu em Debel, uma das poucas vilas do sul do Líbano onde cristãos permanecem. O presidente do governo de Israel, Benjamin Netanyahu, o ministro das Relações Exteriores e as Forças de Defesa de Israel (IDF) comunicaram a reprovação aos atos, que teriam sido praticados por um soldado israelense. Padre Fadi Falfel confirmou que a cruz fazia parte de um pequeno santuário em uma casa da periferia.
Quando: o conflito entre Israel e a milícia Hezbollah, de origem iraniana, está em curso desde 2 de março, após disparos de foguetes contra Israel. A imagem divulgada coincidiu com esse período de tensão.
Por quê: o governo israelense afirma que o ato contradiz valores de tolerância e pediu que haja responsabilização. Netanyahu afirmou que o incidente contraria princípios judaicos, enquanto o chanceler israelense pediu desculpas aos cristãos afetados. O embaixador dos EUA em Israel também solicitou consequências rápidas e públicas.
Desdobramentos: as Forças Armadas de Israel disseram que o caso está sob investigação. Em comunicados, autoridades destacam a necessidade de apuração objetiva e de medidas proporcionais, sem indicar desfecho no momento. Não houve confirmação sobre autoria permanente ou sanções.
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