- Israel pediu aos moradores do sul do Líbano que não entrem no cinturão ao longo da fronteira nem se aproximem da área do rio Litani, reforçando o controle mesmo com o cessar-fogo de dez dias mediado pelos Estados Unidos.
- Militantes divulgaram mapa com uma linha vermelha cortando 21 vilarejos e indicando mais de 50 locais onde não é permitido retornar.
- O mapa também mostra uma nova linha de implantação dentro do Líbano, avançando de cinco a dez quilômetros a partir da fronteira.
- Hezbollah afirma que explosivos plantados foram detonados ao passar de veículos militares israelenses no sul, destruindo quatro tanques, e mantém o direito de resistir à ocupação.
- O conflito já deixou mortos e deslocados: pelo menos um soldado israelense morto e nove feridos; mais de 2.300 mortos no Líbano e cerca de 1,2 milhão de deslocados; Hezbollah não divulgou números; Israel informou ter tido quinze militares mortos no Líbano desde 2 de março.
O Exército de Israel reforçou o controle no sul do Líbano, orientando moradores a não entrarem numa faixa ao longo da fronteira e a evitar a área do rio Litani. A medida ocorreu mesmo com o cessar-fogo de 10 dias mediado pelos EUA, que entrou em vigor na quinta-feira.
Autoridades israelenses divulgaram um mapa com uma linha vermelha que corta 21 vilarejos do sul, advertindo não se deslocarem entre a linha e a fronteira. O mapa também sinaliza mais de 50 vilarejos onde a volta de moradores é desencorajada. As forças disseram manter posições diante de atividades do grupo apoiado pelo Irã.
No fim de semana, o Hezbollah alertou moradores de subúrbios próximos a Beirute para não retornarem ainda às casas, citando o risco de ataques israelenses. O grupo também afirmou ter detonados explosivos plantados que, ao serem alcançados por veículos militares israelenses, teriam destruído quatro tanques.
Em comunicado separado, fontes do Hezbollah relatam ataques com explosivos contra comboios israelenses no sul, em meio a ações de retaliação. O governo israelense não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre esses relatos.
De acordo com as informações oficiais, ao longo do conflito desde 2 de março, houve fatalidades de ambos os lados. O Líbano registra entre civis e combatentes milhares de deslocados, com números divergentes entre as partes envolvidas.
O cessar-fogo, ainda em vigor, busca reduzir a escalada entre Israel e o Hezbollah, que atua com apoio do Irã. Autoridades locais no Líbano e no sul do país continuam monitorando a situação e orientando a população sobre medidas de segurança.
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