- O presidente Lula afirmou que o Brasil pode se tornar “a Arábia Saudita dos biocombustíveis” durante visita a Hannover, na Alemanha.
- Ele defendeu o pioneirismo do Brasil no mercado de bioenergia, ressaltando que combustíveis renováveis são uma questão de soberania nacional.
- Lula comentou as limitações percebidas pela União Europeia ao acordo comercial entre Brasil, Mercosul e UE, que entra em vigor em 1º de maio.
- Em tom crítico, disse que não é correto usar métricas não fiéis à realidade nem que favoreçam unilateralismos.
- A comitiva brasileira contou com 140 empresas na maior feira industrial do mundo; nesta terça, Lula segue para Lisboa para encontro com o presidente português António José Seguro, antes de retornar ao Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Hannover, na Alemanha, onde participou de um encontro entre representantes do Brasil e do governo alemão. Durante a reunião, destacou que o Brasil pode se tornar a “Arábia Saudita dos biocombustíveis” e ressaltou o papel estratégico dos combustíveis renováveis na soberania nacional.
Lula criticou, ainda, as limitações impostas pela União Europeia ao acordo comercial com o Mercosul, que entrará em vigor em 1º de maio. Ressaltou que métricas incompatíveis com a realidade não ajudam o comércio multilateral e que mais unilateralismo não vence o outro lado.
Ao lado do chefe do governo alemão, Friedrich Merz, o presidente visitou a maior feira industrial do mundo. Segundo o governo, 140 empresas brasileiras participaram da edição, fortalecendo o intercâmbio técnico e comercial entre os países.
No itinerário da viagem, Lula segue na terça-feira para Lisboa, onde terá encontro com o presidente de Portugal, António José Seguro. Em seguida, o retorno ao Brasil está previsto.
A agenda em Hannover também manteve o foco na cooperação econômica entre Brasil e Alemanha, com ênfase em infraestrutura, tecnologia e inovação no setor de biocombustíveis e de energia.
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