- Lula defendeu a produção de biodiesel do Brasil em Hannover, criticando restrições da União Europeia e mitos sobre impactos na alimentação e nas florestas nativas.
- Em discurso ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, o presidente ressaltou que o Brasil será potência mundial na transição energética e na oferta de combustível renovável.
- A UE avalia reclassificar o biodiesel de soja, o que pode tirar o status de recurso renovável a partir de 2030 e afetar importações do Brasil e da Argentina; o óleo de palma já enfrenta restrições.
- Lula afirmou que ninguém come biodiesel e que o Brasil não deixará de produzir alimentos para a produção de biocombustíveis, destacando terras degradadas que poderiam vir a ser usadas na produção.
- A fala ocorreu na abertura da estante brasileira na Feira Industrial de Hannover, em meio às consultas intergovernamentais Alemanha-Brasil programadas para a data.
Na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira a produção de biodiesel brasileiro e criticou restrições da União Europeia. O discurso ocorreu durante encontro empresarial na 42ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha e na abertura da estante brasileira na Feira Industrial de Hannover, em Hannover. Lula argumentou que a resistência ideológica aos biocombustíveis precisa ser superada.
O presidente afirmou que o biocombustível brasileiro emite menos e que a tecnologia é essencial para a transição energética global. Destacou que o Brasil não abandona a produção de alimentos e citou potenciais ganhos com recuperação de terras degradadas para ampliar a produção de biocombustíveis. Revelou ainda que a UE deveria considerar práticas de sustentabilidade que envolvem o solo brasileiro.
Durante o dia, Lula participou de reuniões com o chanceler alemão Friedrich Merz, ao lado de eventos oficiais na cidade. A agenda inclui consultas intergovernamentais de alto nível entre Alemanha e Brasil, mecanismos de diálogo que visam aprofundar parcerias em áreas estratégicas. A visita segue após a chegada do presidente a Hannover no domingo.
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