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Lula defende o biocombustível brasileiro e critica desinformação na Europa

Lula combate desinformação europeia sobre biocombustíveis e exige aceleração do acordo Mercosul-UE, destacando matriz energética brasileira

O presidente Lula (PT) e, ao fundo, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz | Ricardo Stuckert/PR
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  • Lula defendeu a biocombustível brasileiro e disse que a Alemanha não pode acreditar em mitos sobre prejuízo à produção de alimentos, convidando a visitar o Brasil.
  • O presidente esteve ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, no Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hannover, e pediu agilidade para a implementação definitiva do acordo Mercosul–União Europeia.
  • Lula criticou a desinformação e as regras ambientais da União Europeia que, segundo ele, podem distorcer a sustentabilidade dos biocombustíveis brasileiros.
  • Ele afirmou que a revisão das regras da UE desconsidera práticas de sustentabilidade do Brasil e o cálculo de emissões durante o processo produtivo, criando narrativas falsas.
  • O petista ressaltou a importância do acordo entre Mercosul e União Europeia, que entrará em vigor de forma provisória em maio, e pediu engajamento do setor privado para torná-lo definitivo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o biocombustível brasileiro e criticou a desinformação na Europa durante a 42ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hannover. Ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, ele pediu agilidade para a implementação definitiva do acordo entre Mercosul e União Europeia, destacando a importância do tema para o comércio bilateral.

Lula ressaltou a matriz energética do Brasil e afirmou que as regras ambientais da União Europeia podem criar distorções na avaliação da sustentabilidade dos biocombustíveis nacionais. O presidente afirmou que a revisão regulatória da UE desconsidera práticas de sustentabilidade implementadas no país e apontou que o cálculo de emissões durante o processo produtivo é crucial para uma avaliação fiel.

O petista reiterou a necessidade de enfrentar narrativas que, segundo ele, dificultam a formalização do acordo entre o bloco europeu e o Mercosul, que entrará em vigor provisoriamente em 1º de maio. Ele enfatizou que o tratado é instrumento essencial para ampliar o comércio entre as duas regiões e pediu engajamento do setor privado para a sua conclusão.

Acordo Mercosul-UE e participação do setor privado

No contexto do encontro, Lula pediu que setores favoráveis falem mais alto do que os contrários, sobretudo na Europa, para acelerar a definição do acordo. O presidente destacou a relevância de apoiar a inovação tecnológica e a transição energética como pilares para a competitividade brasileira no mercado europeu.

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