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Papa Leão critica exploração de autoritários mundiais durante viagem a Angola

Durante viagem pela África, o papa Leão acusa exploração de autoritários e opressão mundial, sem citar nomes, em Angola

O papa Leão concede audiência na Praça de São Pedro, no Vaticano - 17/12/2025 (Foto: REUTERS/Ciro De Luca)
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  • O papa Leão, durante missa em Saurimo, Angola, afirmou que muitas pessoas no mundo são exploradas por autoritários e enganadas pelos ricos, em tom crítico durante a turnê africana.
  • Ele disse que toda forma de opressão, violência, exploração e desonestidade nega a ressurreição de Cristo.
  • A visita a Angola é a terceira etapa de uma turnê de dez dias por quatro países, com 11 cidades visitadas e quase 18.000 quilômetros percorridos em dezoze voos.
  • O pontífice criticou líderes mundiais sem citar nomes, destacando denúncias de exploração de recursos naturais por déspotas e tiranos.
  • Em entrevista aos jornalistas, afirmou que seus discursos foram escritos há semanas e não tinham como alvo o presidente Donald Trump; mencionou ainda ataques dos EUA e de Israel ao Irã.

O papa Leão, em Angola, afirmou nesta segunda-feira que muitas pessoas no mundo são exploradas por autoritários e enganadas pelos ricos. A declaração ocorreu durante uma missa em Saurimo, próximo à fronteira com a República Democrática do Congo.

O pontífice também disse que a violência, a opressão, a exploração e a desonestidade vão contra a mensagem cristã, reforçando que a ressurreição de Cristo não ocorre em meio a tais condutas.

A viagem de 10 dias pelo continente africano é a terceira etapa de uma missão que passa por 11 cidades e vilas, em quatro países, totalizando quase 18 mil quilômetros em 18 voos.

Leão, o primeiro papa a visitar os EUA, tem sido alvo de críticas pela forma direta com que aborda desigualdade e guerras, mantendo um tom contundente sobre o comportamento de lideranças globais sem citar nomes.

No fim de semana, o pontífice condenou a exploração de recursos naturais na África por despotas e tiranos, conforme revelou a cobertura da imprensa. As falas foram registradas pela imprensa internacional.

No decorrer da turnê, ele afirmou aos jornalistas que seus discursos foram preparados com antecedência e não teriam alvo específico, destacando críticas a crises atuais sem apontar pessoas em particular.

Contexto da viagem

A agenda africana de Leão envolve visitas a várias comunidades, encontros com fiéis e discursos sobre justiça social, paz e dignidade humana, em um esforço por incentivar diálogo entre nações e religiões.

Desdobramentos

O papa também comentou, sem citar nomes, que ataques entre potências regionais alimentam tensões e dificultam soluções diplomáticas para conflitos regionais. A cobertura aponta um tom globalista em sua mensagem.

Fontes suplementares indicam que a turnê foi planejada com meses de antecedência, buscando abordar temas de pobreza, migração e governança, em consonância com a doutrina social da Igreja Católica.

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