- O Paquistão atua como mediador entre os Estados Unidos e o Irã, buscando facilitar a segunda rodada de negociações em Islamabad e reduzir tensões no estreito de Hormuz.
- Islamabad quer recadastrar sua posição diplomática e atrair negócios, aproveitando sua neutralidade no conflito.
- A recente visita de Asim Munir, chefe do Exército paquistanês, a Teerã ajudou a provocar um cessar-fogo entre Israel e Líbano e avanços para abrir o estreito de Hormuz.
- O Paquistão afirma esperar concessões de ambos os lados, incluindo sobre o programa nuclear do Irã; se houver acordo, Trump e o presidente iraniano poderiam viajar a Islamabad para assinar.
- As autoridades reforçaram a segurança em Islamabad, com ruas fechadas e hotéis esvaziados para acomodar as delegações caso haja retorno das negociações.
Pakistan busca elevar sua posição global ao atuar como mediador pelo Oriente Médio
O governo de Islamabad intensifica esforços para reduzir divergências entre Irã e Estados Unidos, assumindo um papel de mediador no conflito regional. Washington e Teerã teriam recebido propostas de retomada de negociações em Islamabad nesta semana, com a condição de diminuir a tensão no estreito de Hormuz.
A expectativa é de que o segundo ciclo de conversas ocorra na capital paquistanesa, envolvendo delegações de Teerã e de Washington. Islamabad avalia Notícias de que avanços incluem facilitar o diálogo sobre o programa nuclear iraniano.
A autoridade paquistanesa busca ganhos diplomáticos e econômicos ao se apresentar como voz moderadora, em meio a uma economia fragilizada e à dependência de combustíveis da região. Pakistan também pretende evitar envolvimento direto no confronto.
Desdobramentos recentes indicam que Islamabad recebeu apoio de líderes locais para ampliar sua influência na região, destacando-se pela postura de neutralidade relativa ao conflito. Medidas de segurança em Islamabad indicam que o governo está preparando o terreno para eventuais visitas oficiais.
Contexto e apoio internacional
O capítulo de Teerã a Islamabad começou com uma visita de três dias do chefe militar paquistanês, o general Asim Munir, a Teerã, que ajudou a abrir um cessar-fogo na região e a facilitar parcialmente a passagem pelo estreito de Hormuz. O objetivo é obter concessões de ambos os lados para um acordo duradouro.
Analistas indicam que o governo americano pode aproveitar a mediação paquistanesa, sob condições realistas de resultado, para manter canais abertos com Teerã. Pesquisadores ressaltam que Islamabad tem ganhado relevância em Washington por sua atuação no Oriente Médio e por acordos de defesa com potências regionais.
Embora haja otimismo, Islamabad sinaliza cautela: possíveis acordos devem enfrentar disputas sobre o programa nuclear iraniano e eventuais compromissos de segurança, sem que haja confirmação de prazos ou assinaturas em Islamabad. A expectativa é de que Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, participem de eventual ato formal na capital paquistanesa, caso o diálogo avance.
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