- Alma Allen foi selecionado para representar os Estados Unidos na 2026 Bienal de Veneza, com pavilhão reunindo mais de duas dezenas de esculturas e novas obras dentro e fora do edifício.
- O processo de seleção gerou controvérsia, após o Departamento de Estado ter substituído o modelo tradicional por uma ONG recém-formada, sem histórico de montagem de exposições.
- A nova responsável pela ONG é Jenni Parido, coodirigente da American Arts Conservancy, que trabalha com o curador independente Jeffrey Uslip.
- Alguns artistas recusaram participar, citando preocupações com o contexto político e a liderança pouco conhecida, de acordo com o New York Times.
- A crítica inicial focou no processo de seleção; fica a dúvida sobre o impacto na atenção à arte quando a Bienal abrir no próximo mês.
O US Pavilion de Alma Allen para a Bienal de Veneza 2026 está no centro de questionamentos sobre política, processo e autoridade cultural. O artista afirma que sua obra não é alinhada a políticas partidárias, mas admite preocupações práticas, como espaço para as peças.
Uma reportagem do New York Times reacende o debate sobre como o pavilhão americano foi organizado. O Departamento de Estado deixou de lado o modelo tradicional de seleção e entregou a gestão a uma instituição sem histórico relevante, a American Arts Conservancy.
Contexto do processo de seleção
A Conservancy, sob Jenni Parido, trabalha com o curador Jeffrey Uslip. Reformulação desse modelo gerou inquietação entre ex-responsáveis e curadores, citando a perda de uma via crítica consolidada para escolher a mostra.
Alguns artistas recusaram participar, como o fotógrafo William Eggleston e a escultora Barbara Chase-Riboud, segundo pessoas próximas descritas pelo Times. Ainda não está claro como isso pode afetar a edição.
Quando foi anunciado em novembro, a seleção gerou críticas centradas no procedimento, não na obra. O posicionamento de alguns veículos e especialistas aponta para um impasse entre inovação institucional e tradição de curadoria.
Allen, hoje sediado no México, aceitou o convite sem conhecer previamente a equipe curatorial. Ele enfatiza o peso de exibir pela bandeira americana e afirma que assumir riscos faz parte do processo artístico.
A mostra do pavilhão incluirá mais de duas dúzias de esculturas, além de novas peças instaladas no interior e no exterior do prédio. A abertura da Bienal, no próximo mês, dará o tom de como a curadoria e o cenário político influenciam a percepção pública.
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