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Peru analisa cédulas contestadas; resultado final fica para maio

Revisão de cerca de seis por cento das seções contestadas paralisa a apuração das eleições, com resultado final previsto até quinze de maio

A candidata presidencial do Peru, Keiko Fujimori, vota em uma seção eleitoral em Lima, Peru 12 de abril de 2026
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  • Cerca de 6% das seções eleitorais foram contestadas na semana passada, equivalendo a mais de um milhão de votos, segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe).
  • A revisão das cédulas contestadas começou nesta segunda-feira, interrompendo a contagem das eleições de 12 de abril; o Júri Nacional de Eleições (JNE) avalia as seções em audiências públicas antes de incluí-las na contagem final.
  • O resultado final da eleição presidencial deve ser divulgado no mais tardar até 15 de maio, para permitir a campanha dos candidatos que avancem ao segundo turno.
  • Até agora, com quase 94% das cédulas apuradas, a líder Keiko Fujimori tinha aproximadamente 17% dos votos, enquanto Roberto Sánchez e Rafael López Aliaga disputavam o segundo lugar, com 12,0% e 11,9%, respectivamente, uma diferença de cerca de 13.000 votos.
  • A maioria das seções contestadas fica fora de Lima; analistas destacam que a votação rural pode influenciar o segundo turno, e observadores da União Europeia disseram não encontrar evidências de fraude.

O Peru começou a revisar milhares de cédulas contestadas nesta segunda-feira, paralisando a contagem das eleições de 12 de abril. O atraso ocorre porque nenhum rival claro surgiu para o segundo turno contra a líder Keiko Fujimori.

Cerca de 6% das seções eleitorais foram contestadas na última semana devido a inconsistências, informações incompletas ou erros nas folhas de contagem, segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe).

O processo envolve o Júri Nacional de Eleições (JNE), que abriu audiências públicas para analisar as seções contestadas e só então incorporá-las à contagem final. O prazo máximo para o resultado é 15 de maio.

Detalhes do processo de revisão

O JNE informou que as cédulas contestadas estão passando por auditoria antes da consolidação final, o que pode levar semanas. Milhares de folhas de contagem de senadores e deputados também são revistas.

Apesar dos atrasos, a contagem oficial ainda mostra Fujimori com aproximadamente 17% dos votos, com Roberto Sánchez (esquerda) e Rafael López Aliaga (ultraconservador) disputando o segundo lugar, em 12% e 11,9%, respectivamente.

Contexto regional e impactos eleitorais

A maior parte das seções contestadas fica fora de Lima, o que pode influenciar o resultado do segundo turno, segundo análises de mercado. Relatórios de bancos indicam que a base rural de Sánchez pode compensar margens de votação.

Na semana passada, López Aliaga acusou fraude, enquanto lideranças empresariais e parlamentares pediram a resignação do chefe do Onpe, Piero Corvetto. O JNE abriu uma queixa criminal por acusações associadas a direitos de voto.

Observação internacional

Observadores da União Europeia afirmaram não encontrar evidências de fraude até o momento. O escrutínio adicional visa esclarecer as dúvidas e assegurar a integridade do processo.

O resultado final da eleição está previsto para ficar definido até 15 de maio, conforme o coordenador jurídico do JNE, Jorge Valdivia, em coletiva recente.

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