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Peru registra protestos e judicialização enquanto define rival de Keiko no 2º turno

Peru registra protestos e judicialização enquanto disputa vaga no segundo turno contra Keiko Fujimori; resultados podem sair apenas em maio

Homem de camiseta vermelha e boné azul com a letra 'R' branca sorri em ambiente escuro, cercado por outras pessoas parcialmente visíveis.
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  • O Peru ainda não definiu quem enfrentará Keiko Fujimori no 2º turno, com resultados da votação de 12 de abril podendo sair até 15 de maio, a menos de um mês da disputa marcada para 7 de junho.
  • O país teve número recorde de candidatos, 35, e a cédula ficou com 44 centímetros; cerca de 6% das seções eleitorais apresentaram contestações que podem levar semanas para serem revistas.
  • Conforme o Onpe, Keiko Fujimori lidera com 17,1% dos votos; Roberto Sánchez aparece com 12% e Rafael López Aliaga tem 11,9%, a diferença entre Sánchez e Aliaga ficando abaixo de quinze mil votos.
  • O pleito também enfrentou protestos e pedidos de anulação promovidos por López Aliaga, além de falha logística que deixou 13 locais em Lima sem material eleitoral no domingo.
  • Aliaga chegou a oferecer recompensa para funcionários eleitorais e público em geral para apontar irregularidades, enquanto o JNE enfrentou críticas após o episódio de distribuição de urnas.

O Peru encara a indefinição do segundo turno das eleições presidenciais, com resultados ainda não contabilizados e protestos em diferentes regiões. O órgão eleitoral indicou que a divulgação dos resultados oficiais pode ocorrer apenas em maio, perto da semana final antes do pleito de 7 de junho. A novidade ocorre em meio a 35 candidatos e à votação para o Senado, que foi reimplantada por lei de 2024.

Segundo o JNE, a confirmação pode sair até 15 de maio, devido ao processamento das atas e à digitalização de documentos recebidos em formato físico. O atraso é explicado pela necessidade de analisar, notificar e tornar as atas definitivas, segundo a secretária-geral Yessica Clavijo.

A disputa tem acirrado o panorama político. No levantamento de Onpe, Keiko Fujimori aparece com 17,1% das intenções de voto, seguida por Roberto Sánchez, 12%, e Rafael López Aliaga, 11,9%. A diferença entre Sánchez e Aliaga é de menos de 15 mil votos, conforme a apuração do momento.

Provas, contestações e protestos

A apuração enfrenta contestação de cerca de 6% das seções eleitorais na última semana, por inconsistências nas atas ou informações ausentes. A revisão pode se estender por semanas, mantendo a população em expectativa.

Na capital Lima, 13 locais de votação não receberam material eleitoral a tempo no dia das eleições, segundo o Onpe. A falha foi atribuída à empresa responsável pela distribuição e resultou na reabertura dos locais no dia seguinte para a conclusão dos votos.

Aliaga tem promovido acusações de fraude e chegou a oferecer recompensa para funcionários públicos que apresentassem evidências, posteriormente substituída por uma oferta ao público em geral. O pedido de anulação de seções também ocorreu no interior, com foco na Cajamarca, onde Sánchez teve desempenho expressivo.

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