- O premiê britânico Keir Starmer disse que nomeação de Peter Mandelson para embaixador em Washington foi erro, citando vínculos com Jeffrey Epstein e anunciou que Mandelson está preso desde fevereiro.
- Starmer afirmou ter sido injusto não ser informado de parecer desfavorável e assumiu responsabilidade, oferecendo desculpas às vítimas de Epstein.
- The Guardian revelou que houve parecer desfavorável, mas o Ministério das Relações Exteriores autorizou a nomeação; o episódio levou Starmer a demitir Olly Robbins, assessor de alto escalão do Foreign Office.
- A oposição pediu a renúncia de Starmer, com críticas de que houve engano ao Parlamento; a chefe do Partido Conservador, Kemi Badenoch, acusou o premiê de enganar o país.
- Mandelson foi demitido do cargo de embaixador em setembro passado, já com investigações em curso sobre supostas ligações com Epstein; o material do caso incluiu e-mails e relatos de favorecimento.
Keir Starmer admite erro ao nomear Peter Mandelson para embaixada em Washington, destacando vínculos com Jeffrey Epstein. A fala ocorreu em audiência no Parlamento nesta segunda-feira, após revelações de parecer desfavorável ter sido ignorado pelo Ministério das Relações Exteriores.
O premiê reconheceu que não deveria ter indicado Mandelson para o cargo, e disse assumir a responsabilidade. Ele pediu desculpas às vítimas de Epstein e afirmou que, se soubesse das ressalvas, não nomearia o diplomata. O episódio reacende críticas à gestão de Starmer.
Mandelson foi destituído do cargo e está preso desde fevereiro sob investigação por conduta em cargo público. Documentos do Departamento de Justiça dos EUA e relatos da imprensa indicam contatos entre o ex-embaixador e Epstein, incluindo tentativas de influenciar políticas fiscais e comunicações com membros do governo britânico.
Fatos recentes e desdobramentos
O Guardian revelou que o parecer negativo, elaborado por um órgão de análise de antecedentes, não impediu a nomeação no início de 2025. Starmer demitiu Olly Robbins, assessor sênior do Foreign Office, que chefiava os serviços diplomáticos, após as novas informações.
Críticos ligados à oposição pedem a renúncia do premiê. Líderes conservadores afirmam que houve engano ao Parlamento, enquanto o líder liberal-democrata classifica o episódio como erro de julgamento. Do lado governista, o vice-primeiro-ministro David Lammy defende que Starmer não tomaria a decisão com todas as informações disponíveis.
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