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Rússia usa engano para recrutar universitários na Ucrânia

Universidades russas promovem vantagens para recrutamento; a CNN aponta que apenas pagamentos são honrados, com risco de deslocamento para a linha de frente

Propaganda do serviço militar em São Petersburgo, segunda maior cidade da Rússia (Foto: ANATOLY MALTSEV/EFE/EPA)
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  • A Rússia está recrutando estudantes em universidades do país, oferecendo vantagens que não chegam a se confirmar, para que lutem na Ucrânia.
  • Segundo a CNN, a estratégia visa compensar a recusa de Putin a uma nova grande mobilização, após a mobilização de setembro de 2022 que recrutou cerca de duzentos e cinquenta mil a trezentos mil homens.
  • Promessas como dinheiro “milionário”, perdão de dívidas estudantis e contrato de apenas um ano não correspondem à prática; apenas os pagamentos costumam ser honrados.
  • Organizações de direitos humanos e pacifistas afirmam que, após assinar, o recrutado é considerado parte do Ministério da Defesa e pode ser enviado para qualquer unidade, sem garantias de evitar a linha de frente.
  • O contexto ocorre em meio a altas baixas russas na guerra, com estimativas de que a Rússia perde mais soldados do que consegue recrutar, alimentando debates sobre a viabilidade do esforço bélico.

Rússia estaria promovendo recrutamento entre universitários para a guerra na Ucrânia, oferecendo vantagens que não se confirmam. A campanha ocorre em várias universidades, com promessas de benefícios que não são cumpridos, segundo investigação da CNN.

Estudantes teriam incentivos financeiros, suposto contrato de apenas um ano e serviço distante da linha de frente. No entanto, a CNN aponta que apenas os pagamentos chegam a ser honrados, enquanto outras garantias não se confirmam.

Sergei Krivenko, responsável pela organização de direitos humanos Citizen. Army. Law., descreve o prazo de um ano como uma armadilha. Grigory Sverdlin, da Idite Lesom, afirma que não há garantia de que jovens não irão para a frente de combate.

Contexto de baixas russas

A Rússia enfrenta dificuldades para repor militares na Ucrânia. Um relatório do CSIS aponta cerca de 1,2 milhão de baixas até o fim de janeiro, entre mortos, feridos e desaparecidos, com 325 mil mortes.

O estudo destaca que nenhum outro país chegou a números tão altos em conflitos recentes desde a Segunda Guerra Mundial. O ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, afirmou em Berlim que a Rússia perde mais militares do que consegue recrutar.

Analistas discutem fatores que explicam as baixas, como a natureza do conflito e o uso de drones, que ampliam danos em ambos os lados. A situação complica a reposição de efetivo russo na linha de frente.

Dificuldade de recrutamento e percepção pública

Especialistas apontam que o conflito é visto por parte da população russa como uma guerra distante, o que reduz o engajamento civil. A estratégia de comunicação do Kremlin, que descreve a invasão como operação, também influencia essa percepção.

O coronel da reserva Paulo Roberto da Silva Gomes Filho comenta que o atrito no campo de batalha contribui para altas baixas russas, dada a ofensiva contínua. He adds que drones aumentam a letalidade, impactando os números.

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