- O sistema de reembolso de tarifas consideradas ilegais cobradas pelos EUA entrou em operação nesta segunda-feira, 20 de abril, com milhares de empresas tentando enviar pedidos.
- A fabricante Basic Fun relatou instabilidade no serviço, com uploads às vezes rejeitados, mas sem travamentos totais.
- Até 9 de abril, cerca de 56.497 importadores haviam concluído as etapas para reembolso, totalizando US$ 127 bilhões.
- A Suprema Corte dos EUA derrubou, em fevereiro, as tarifas aplicadas por Donald Trump sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
- A Alfândega informou que o processamento ocorre conforme a ordem judicial, com prazo estimado de 60 a 90 dias para emissão do reembolso após o registro; ainda há incertezas sobre velocidade e possíveis falhas técnicas.
O sistema de reembolso de tarifas consideradas ilegais cobradas pelo governo dos EUA entrou em operação nesta segunda-feira (20). Milhares de empresas iniciaram pedidos logo no início do funcionamento, conforme a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP).
A plataforma facilita a recuperação de valores pagos a mais, após decisão da Suprema Corte que derrubou grande parte das tarifas aplicadas sob a IEEPA. Em março, o governo estimou que mais de 330 mil importadores haviam pago tarifas em mais de 53 milhões de remessas.
Entre as empresas ativas, a Basic Fun, fabricante de brinquedos, iniciou o envio de arquivos em uma operação que ocorre em horários de Brasília. A companhia informou que o envio pode exigir várias tentativas quando o sistema está muito carregado.
Avanço do sistema
A CBP afirmou que o portal processa reembolsos conforme a ordem judicial, visando importar e despachantes que pagaram as tarifas. Até 9 de abril, quase 56,5 mil importadores haviam concluído etapas para receber reembolsos, somando cerca de US$ 127 bilhões.
O lançamento ocorreu em meio a preocupações com a estabilidade do sistema, que foi criado rapidamente para lidar com o volume. Empresas aguardavam que o processamento fosse eficiente, apesar de possíveis atrasos.
Desafios técnicos
Funcionários da CBP ressaltaram que o desenvolvimento exigiu a criação de um sistema novo capaz de separar tarifas ilegais das legais, em operação de devolução em massa. O objetivo é depositar os recursos nas contas dos importadores, com prazo estimado entre 60 e 90 dias após o registro.
Empresas cujos processos de reembolso já estão em andamento destacaram a complexidade da operação. Algumas registraram milhares de entradas, com grande parte já aceita, enquanto outras aguardam confirmações finais.
Várias firmas mencionaram que o esforço envolve reunir documentos fiscais e notas, além de acompanhar o status dos pagamentos. O governo indicou que o fluxo pode enfrentar falhas técnicas ou atrasos, dada a escala da iniciativa.
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