- Trump descartou a renovação da trégua com o Irã, que vence na quarta-feira, 22 de abril, em entrevista à Bloomberg News.
- A trégua foi mediada pelo Paquistão no início de abril.
- Os EUA não pretendem ceder no bloqueio naval ao Estreito de Ormuz até que Teerã aceite termos definitivos de desarmamento.
- A delegação americana em Islamabad busca convencer o Irã a aceitar acordos de “paz duradoura”, incluindo abertura segura do tráfego de petróleo, fim do programa de mísseis e fim do enriquecimento de urânio.
- Caso não haja acordo, as ações até 23 de abril podem incluir ataques a infraestruturas estratégicas iranianas.
Donald Trump afirmou não à prorrogação da trégua com o Irã durante entrevista à Bloomberg News, divulgada nesta segunda-feira (20/4). A trégua, mediada pelo Paquistão, vence na noite de quarta-feira (22/4).
O anúncio ocorre enquanto as negociações são conduzidas em Islamabad, capital do Paquistão, com a participação da delegação americana liderada pelo vice-presidente indicado, JD Vance. Os EUA defendem termos definitivos de desarmamento antes de ceder no bloqueio naval.
A pressão para o fim do cerco ao Estreito de Ormuz persiste, segundo fontes. O governo iraniano condiciona qualquer avanço ao encerramento do bloqueio, que, para Teerã, prejudica sua economia.
Desdobramentos
Se a trégua não for renovada, aponta-se a possibilidade de ataques aéreos a infraestruturas iranianas a partir da próxima quinta-feira (23). A situação alimenta tensões regionais e mantém o foco em Islamabad, Washington e Teerã.
Os próximos passos dependem das negociações que se iniciam com o prazo em 22/4. Autoridades envolvidas não confirmam detalhes dos termos, mantendo a comunicação sob sigilo institucional.
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