- Xi Jinping afirmou que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação, em conversa com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman nesta segunda-feira.
- O presidente chinês disse que a abertura atende aos interesses dos países da região e da comunidade internacional, e pediu esforços para restaurar a paz.
- Os comentários ocorrem em meio ao desacordo entre Estados Unidos e Irã sobre a circulação de navios no Golfo, após a apreensão de um cargueiro iraniano no Golfo de Omã.
- A China, maior compradora de petróleo iraniano, tem reagido aos impactos dos custos de energia na sua economia.
- A situação acontece em um contexto de restrições de passagem no Estreito desde o início da escalada entre EUA, Israel e Irã, com temas de bloqueio de portos iranianos em discussão.
O presidente Xi Jinping afirmou que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação normal, beneficiando a região e a comunidade internacional. A declaração ocorreu durante ligação com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman nesta segunda-feira.
Xi reiterou o compromisso da China com um cessar-fogo na região e com esforços para restaurar a paz. A fala ocorre em meio a tensões entre EUA e Irã sobre a circulação de navios no Golfo.
Um navio cargueiro de bandeira iraniana, apreendido no Golfo de Omã no domingo, elevou a dúvida sobre a retomada de negociações de cessar-fogo entre Teerã e Washington. O episódio alimenta o clima de incerteza regional.
Impasse no Estreito de Ormuz
Desde o início da escalada entre EUA e aliados de Israel e o Irã, Teerã restringiu a passagem de embarcações pelo estreito, exigindo controle iraniano e cobrança de taxas. A via é estratégica, ligando o Golfo Pérsico ao oceano aberto.
O estreito continua entre as rotas mais cruciais do mundo, por onde circula parte relevante do petróleo e do gás globais. Especialistas indicam que qualquer interrupção pode impactar mercados energéticos e preços.
Após tentativas de negociação fracassadas, o governo americano sinalizou bloqueio de entradas e saídas de navios nos portos iranianos, incluindo problemas de passagem por Ormuz. Teerã condicionou respostas a ações dos EUA.
O Irã chegou a anunciar reabertura de Ormuz, mas recuou, acusando os EUA de violar termos de um cessar-fogo acordado para Teerã. A resposta regional permanece sob observação internacional.
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