- A pesquisa da Reuters mostra 36% de aprovação de Donald Trump, enquanto 62% o desaprovam.
- A menor aprovação registrada ocorreu logo após a invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, com 34%.
- O pesquisador de Harvard, Vitelio Brustolin, diz que há possibilidade de Trump perder a Câmara dos Deputados e o Senado nas eleições de meio mandato de 2026.
- Fatores citados incluem crise econômica, afastamento de aliados e a guerra no Oriente Médio, com quase dois meses de duração.
- A devolução de tarifas, estimada em cerca de US$ 200 bilhões, é apontada como agravante da situação.
A popularidade de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, segue em queda segundo pesquisa da agência Reuters. Apenas 36% aprovam o desempenho, enquanto 62% desaprovam, em meio a desafios internacionais e econômicos. O levantamento ocorreu perto do fim do primeiro ano do segundo mandato.
A aprovação de Trump esbarra em momentos de crise. A menor taxa ocorreu logo após a invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, ainda no início de seu primeiro mandato. Hoje, com cerca de um ano do fim do segundo mandato, o cenário é de alta volatilidade eleitoral.
Segundo o pesquisador de Harvard e professor de relações internacionais Vitelio Brustolin, o republicano enfrenta grande dificuldade para manter base de apoio diante de conflitos e inflação. O partido teme impactos negativos nas eleições de meio de mandato de 2026.
Contexto político e econômico
Dados da pesquisa apontam que a percepção sobre a atuação de Trump é fortemente influenciada pela crise econômica em curso. A guerra no Oriente Médio, que já dura quase dois meses, também pesa na avaliação pública.
Além disso, o debate interno dentro do Partido Republicano é citado como fator de instabilidade. A devolução de tarifas, estimada em cerca de US$ 200 bilhões, é apontada como outro elemento de tensão nas contestações eleitorais.
A análise de Brustolin indica que a combinação de economia fragilizada, alianças internacionais tensas e ações de política externa gera desaceleração de apoio. A Reuters ressalta que a tendência é de maior escrutínio nos próximos meses.
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