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Contaminação do rio Vaupés detectada próximo a cidade amazônica em expansão

Contaminação por esgoto em Mitú eleva risco à saúde e ao ecossistema, com fecais acima de limites seguros, segundo estudo da bacia do Vaupés

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  • Moradores da comunidade Macaquiño afirmam que o rio Vaupés, ultrapassando Mitú, está contaminado por esgoto não tratado devido ao crescimento urbano.
  • Estudos de qualidade da água, da Corporação para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Norte e Leste, mostram contaminação acima do limite seguro, com carga orgânica elevada.
  • A contaminação por esgoto é indicada por 5.400 MPN/100mL de coliformes fecais no ponto de descarte e 22.220 MPN/100mL de coliformes totais na margem abaixo, indicando riscos à saúde.
  • A principal fonte é a planta de tratamento de esgoto de Mitú, construída em zona de inundação, que falha com frequência e descarrega água não tratada no rio.
  • Autoridades locais discutem remodelar o sistema existente e pedem apoio do governo federal para enfrentar os impactos à saúde e à pesca tradicional na região.

Durante uma visita à comunidade Macaquiño, no sul da Amazônia colombiana, moradores relataram contaminação do Rio Vaupés por esgoto, com impactos na saúde. A situação ocorre na foz de Mitú, cidade em expansão urbana às margens do rio.

Estudos de qualidade da água, obtidos pela Mongabay junto à Corporação de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Setentrional e Oriental (COASA/IC), apontam contaminação por esgoto acima de limites seguros. Os resultados são de amostras coletadas em Mitú em 2025.

Para a comunidade Macaquiño, o Rio Vaupés é mais que fonte de água: é um ser vivo que sustenta banhos, pesca e consumo humano. A contaminação decorreria de uma estação de tratamento mal dimensionada pela prefeitura de Mitú.

Contaminação reconhecida pela prefeitura

As autoridades locais atribuem parte do problema ao tratamento de esgoto de Mitú, construído em área de alagamento. Em períodos de chuva, o sistema falha, liberando água sem tratamento para o rio, prejudicando a vida aquática e a saúde da população.

O sistema de esgoto de Mitú recebe águas pluviais, o que agrava as falhas. Em dias de chuva, bloqueios e transbordamentos jogam esgoto diretamente no Vaupés, segundo relatos de técnicos municipais. A prefeitura planeja reformas no atual equipamento.

Dados de qualidade da água

Nas quatro zonas de Mitú avaliadas em 2025, a contaminação por bactérias fecais excedeu o limite seguro de 2.000 MPN/100 mL, atingindo 5.400 MPN/100 mL no ponto de descarga de esgoto. O índice de coliformes totais chegou a 22.220 MPN/100 mL, acima do teto de 20.000 MPN/100 mL.

Além disso, houve elevação de demanda bioquímica de oxigênio, com leitura de 7,4 mg/L, frente ao limite de 5,0 mg/L, indicada como indicativa de carga orgânica elevada. Tais dados sugerem risco à saúde pública e à vida aquática.

Impactos à saúde e respostas locais

Líderes da Macaquiño relataram irritações na pele, febre e episódios gastrointestinais, com maior incidência entre crianças. Profissionais da saúde da região afirmaram não ter confirmado casos amplos, mas indicaram casos isolados de hepatite em Mitú em 2025.

Especialistas de Sinchi e de instituições locais apontam que a contaminação compromete peixes locais, essenciais para a alimentação da comunidade. Propostas anunciadas pela prefeitura incluem remodelar o sistema existente de esgoto, sem construção de nova estação, e buscar apoio federal para melhorias no manejo de resíduos.

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