- Em quatro meses, a Argentina expulsou ou impediu a entrada de 10 mil estrangeiros, conforme o Ministério da Segurança, em meio a controles migratórios mais rígidos sob o governo de Javier Milei.
- A mudança ocorreu após transferir a Direção Nacional de Imigrações do Ministério do Interior para a pasta de Segurança, dando origem a operações em pontos de alto fluxo, como o bairro Once e a Grande Buenos Aires.
- Em março, foram realizadas 2.780 operações de controle em diferentes regiões do país.
- Em uma operação recente, em Once, quase três mil identidades foram checadas; 821 pessoas eram estrangeiras e 15 estavam em situação irregular.
- Nas redes, o governo destacou que quem entrar irregularmente ou apresentar antecedentes será expulsos, e pediu que a população denuncie estrangeiros irregulares por meio de uma linha telefônica.
Nos últimos quatro meses, a Argentina expulsou ou teve a entrada impedida de 10 mil estrangeiros. A cifra foi divulgada pelo Ministério da Segurança, em meio a um endurecimento dos controles migratórios do governo de Javier Milei.
Desde novembro, a Direção Nacional de Imigrações passou a ficar sob a supervisão da pasta de Segurança. A mudança ampliou operações em pontos de alta circulação de migrantes, como o bairro Once, próximo a um importante terminal ferroviário, e na Grande Buenos Aires.
Em março, foram realizadas 2.780 operações de controle em diferentes regiões do país, segundo o governo. A imprensa local aponta que os procedimentos visam identificar entradas irregulares e antecedentes criminais.
O governo afirma que as regras são claras: estrangeiros irregulares, ilegais ou que atuem com crimes devem ser expulsos. Alegam ainda incentivar denúncias pela população por meio de canais oficiais.
Desde fevereiro, a pasta divulga nas redes sociais operações conjuntas entre a Polícia Federal Argentina e agentes de imigração. O objetivo é ampliar a vigilância em fronteiras e áreas urbanas de alto fluxo.
Na última sexta-feira, em Once, a operação envolveu ações em áreas estratégicas, incluindo galerias comerciais. A identificação de quase três mil pessoas resultou em 821 estrangeiros e 15 casos de irregularidade constatados.
Há pouco mais de uma semana, o ministério destacou uma operação em Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires, com verificação de 1,3 mil identidades. Em imagens, seis pessoas foram detidas e encaminhadas à delegacia.
As técnicas utilizadas incluem sistemas de reconhecimento biométrico, troca de informações entre a Polícia Federal e autoridades provinciais e bases do Ministério Público. Também são consultadas bases da Direção Nacional de Migrações.
A ministra da Segurança, Alejandra Oliva, comemorou os números desde a transferência do departamento de Migrações para o seu ministério. Ela apontou decisões firmes e maior controle nas fronteiras.
O governo não informou, ao ser procurado pela CNN Brasil, a decomposição entre expulsões e inadmissões dentro dos 10 mil. O tema tem sido acompanhado de perto pela imprensa argentina.
A gestão Milei tem adotado medidas de endurecimento migratório desde a assinatura de um decreto na metade do ano anterior, que alterou o regime do país para imigrantes irregulares e que exigiu verificação de antecedentes.
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