- Yanar Mohammed, defensora dos direitos das mulheres e criadora de 11 casas de acolhimento no Iraque, foi assassinada por gunmen desconhecidos em março.
- O caso ocorre em meio a uma sequência de mortes de ativistas, que levantam preocupação sobre o avanço dos ataques contra quem defende direitos femininos.
- Ativistas alertam que os direitos das mulheres no Iraque estão regredindo devido a violência e a pressões conservadoras.
- Mohammed foi uma crítica contundente de leis religiosas e de tradições consideradas “barbaras” que afetam a sociedade iraquiana.
- O contexto inclui protestos de 2023, como os movimentos contra o assassinato de Tiba al-Ali, reforçando o clima de ameaça aos defensores dos direitos das mulheres.
Yanar Mohammed, ativista iraquiana pelos direitos das mulheres e fundadora de 11 casas de proteção para vítimas, foi assassinada por atiradores ainda não identificados em março. O ataque ocorre em um momento de crescente violência contra ativistas no país.
A morte de Mohammed coincide com uma série de assassinatos envolvendo defensoras de direitos femininos no Iraque. Mulheres que atuam para ampliar a participação feminina na vida pública relataram aumento de ameaças e violência, elevando o temor entre comunitários e organizações.
Quem está envolvido? Mohammed era uma figura de destaque na ONGOWFI, conhecida por defender separação entre religião e Estado e por combater práticas como os homicídios por honra. Ainda não há prisões nem motivações oficialmente divulgadas para o atentado.
Quando e onde aconteceu o ataque não foram amplamente detalhados pela apuração disponível, mas o caso ressalta o risco enfrentado por ativistas no Iraque. As organizações de direitos das mulheres pedem investigações rápidas e proteção a lideranças femininas que atuam em áreas sensíveis.
O episódio alimenta preocupações de que direitos das mulheres no Iraque estejam regredindo, com campanhas que defendem reformas e leis igualitárias sob crescente pressão de setores conservadores. Observadores destacam a necessidade de respostas institucionais para evitar novas perdas. Fonte: The Guardian
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