- O governo brasileiro ainda não recebeu comunicação oficial dos Estados Unidos sobre a expulsão do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho dos EUA.
- Sem notificação diplomática, o Itamaraty afirma que não há resposta institucional e que publicações nas redes sociais não substituem a comunicação formal.
- Marcelo Ivo era lotado na PF na Flórida e, segundo a imprensa, era ligado à prisão de Alexandre Ramagem nos EUA.
- O Departamento de Estado dos EUA comentou a decisão, afirmando que não se pode contornar pedidos formais de extradição nem fazer uso político do território.
- Em tom de cautela, o governo brasileiro aguarda esclarecimentos oficiais, em meio a um contexto de cooperação no combate ao crime organizado acordado entre Brasil e EUA.
O governo brasileiro ainda não recebeu comunicação oficial dos Estados Unidos sobre a expulsão do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava na Flórida. A ausência de notificação formal impede resposta institucional do Brasil, mesmo com declarações públicas do presidente Lula.
Marcelo Ivo de Carvalho era responsável por operações da PF na região de Miami e ficou conhecido por ter participação relacionada à prisão de Alexandre Ramagem nos EUA. A posição de Washington veio por meio de um post do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, ligado ao Departamento de Estado, que afirmou não tolerar tentativas de contornar pedidos de extradição.
O Itamaraty sustenta que não houve comunicação diplomática até o momento. Fontes da diplomacia brasileira destacam que uma postagem em rede social não substitui procedimento formal e que o país aguarda esclarecimentos das autoridades americanas sobre a medida, principalmente por haver um memorando de entendimento entre PF e autoridades dos EUA que norteia cooperação mútua.
Durante a terça-feira, Lula sinalizou, na Alemanha, que o Brasil poderá adotar medidas de reciprocidade caso haja abuso contra policiais brasileiros em solo americano. O ministro Mauro Vieira reforçou, em entrevista, que o delegado brasileiro em Miami trabalha em conjunto com autoridades americanas com base no acordo vigente, e que a expectativa é por esclarecimentos oficiais.
O episódio ocorre em meio a uma ofensiva conjunta contra o crime organizado anunciada recentemente entre Brasil e EUA, com foco no compartilhamento de informações sobre tráfico de drogas e armas. O acordo, firmado em 10 de abril, envolve órgãos brasileiros e norte-americanos no envio de dados e alertas sobre cargas ilícitas.
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