Em Alta NotíciasPessoasConflitosAcontecimentos internacionaisPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Casos na China indicam que a maioria dos chifres de rinoceronte vem do Sul da África

Casos na China mostram que a maioria dos chifres de rinoceronte traficados vem do sul da África, com 512 prisões e 700 kg apreendidos entre 2013 e 2025

Black rhinos are critically endangered.
0:00
Carregando...
0:00
  • Em um estudo recente, a Environmental Investigation Agency analisou 258 casos judiciais de tráfico de chifre de rinoceronte entre 2013 e outubro de 2025 no China Judgments Online.
  • Foram apreendidos 700 quilos de chifre, o que sugeriria a morte de cerca de 200 rinocerontes nesse período; houve 512 prisões e multas médias de cerca de 92.322 yuans.
  • Os chifres apreendidos circulavam principalmente na África (mais de três quartos são de rinocerontes brancos) com o sul da África e Moçambique como fontes e pontos de passagem; Hong Kong atuou como entreposto importante.
  • A demanda é concentrada na China, o maior mercado consumidor, com o comércio doméstico ainda pouco detalhado; as autoridades chinesas vêm aumentando enforcement, especialmente a partir de 2019.
  • A discussão sobre venda de chifres de stockpiles (estoques) de rinoceronte em alguns países africanos ganhou força em reuniões da CITES, mas especialistas alertam para riscos de elevar a demanda e a caça, caso a comercialização seja permitida.

A notícia analisada revela que a maior parte dos chifres de rinoceronte traficados na China tem origem na África Austral. A investigação, conduzida por uma ONG britânica, analisou 258 casos judiciais entre 2013 e outubro de 2025, registrados no China Judgments Online. As autoridades apreenderam 700 kg de chifres nesse período.

Segundo o estudo, 512 criminosos foram presos e receberam penas médias de 4,5 anos, com multas que giram em torno de 92 mil yuans. A maioria das apreensões envolveu quantias inferiores a 10 kg de chifre por operação, destacando o papel de mercados menores e de redes transnacionais.

A China permanece como o maior mercado consumidor, mas há lacunas de dados sobre o comércio interno. O relatório aponta que a base de dados de julgamentos não cobre Hong Kong e Macau, nem casos não levados a tribunal, limitando a visão do fluxo doméstico.

Tráfego e rotas para a China

As evidências indicam rotas complexas que conectam a África, o Sudeste Asiático e grandes cidades chinesas. Todos os chifres apreendidos vinham de África, com o sul africano e Moçambique como principais pontos de origem e trânsito. Hong Kong aparece como hub de trânsito em mais da metade dos casos.

Entre as espécies, os chifres de rinoceronte branco do sul representam a maior parte das apreensões. Os chifres de rinoceronte preto, que já estão criticamente ameaçados, também aparecem, mas em menor escala. O foco do comércio gira em torno de produtos trabalhados, como peças de joalheria e itens de arte, além de chifre em estado granular.

Perspectivas e medidas

A pesquisa recomenda ações coordenadas entre autoridades e países de origem e destino, com ênfase em inteligência de campo, combate à corrupção e maior compartilhamento de informações. A inclusão de amostras nos bancos forenses, como o RhODIS, é citada como ferramenta para identificar origens dos chifres apreendidos.

Especialistas destacam que mudanças regulatórias, inclusive no comércio potencial de chifre proveniente de rinocerontes criados em cativeiro, podem aumentar a demanda e ampliar a pressão sobre populações selvagens. A cooperação internacional é apresentada como essencial para reduzir o tráfico.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais