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China ganha prestígio na América Latina; EUA e Europa perdem reputação

Levantamento aponta queda de imagem de EUA e Europa; China avança, vista como liderança em educação, tecnologia e inteligência artificial na região

O líder da China, Xi Jinping, ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump, em Busan, na Coreia do Sul, em 2025
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  • Pesquisa com 12 mil pessoas em dez países da América Latina aponta que a China ganha prestígio, enquanto EUA e Europa perdem reputação.
  • A China foi a única das sete potências a subir no ranking de prestígio desde 2022, com 24,2% dos entrevistados a escolhendo como país de preferência.
  • No item referência de desenvolvimento, a China lidera com 36,1% das escolhas, seguida dos EUA (31,5%), Japão (31,8%) e Coreia do Sul (15,8%).
  • A China é vista como referência em educação, ciência, tecnologia e IA; os EUA são reconhecidos por peso econômico e militar, mas com desconfiança sobre sua liderança política.
  • O estudo revela sensação de mundo turbulento: 40% percebem incerteza, 78% discordam de que o mundo vai no caminho certo e há queda na percepção sobre a liderança europeia.

A China ganhou prestígio entre latino-americanos, segundo estudo divulgado nesta semana. A pesquisa aponta deslocamento de influência para o Oriente, com o país asiático ganhando espaço em educação, tecnologia e IA. EUA e Europa perdem reputação em comparação.

O levantamento ouviu 12 mil pessoas com oito anos de estudo ou mais, em 10 países da América Latina: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, México, Uruguai e Venezuela. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Segundo o relatório, China foi a única das sete potências avaliadas a crescer em prestígio desde 2022. 24,2% dos entrevistados disse ter preferência pela China, alta de seis pontos em quatro anos, ainda que a Espanha e os EUA liderem o ranking de percepção.

Metodologia

A pesquisa trabalhou com amostra representativa, conduzida pela Latinobarómetro, com resultados que variam dentro da margem de erro de três pontos. Os dados foram coletados entre 3 de outubro e 18 de novembro do ano passado.

China, líder em educação e tecnologia

Além de reputação, a China aparece como referência em desenvolvimento, com 36,1% das escolhas, seguida por EUA (31,5%), Japão (31,8%) e Coreia do Sul (15,8%). A China é vista como líder em educação, ciência, tecnologia e IA.

Os EUA seguem associados ao peso econômico e militar, mas enfrentam desconfiança em relação à liderança política. A perspectiva de desenvolvimento global aponta para um papel maior da China, com benefício percebido para áreas civis, não militares.

Contexto regional e percepções

A América Latina encara o mundo como turbulento, com mais conflitos e regras internacionais enfraquecidas. 40% veem incerteza, 32% percepção negativa e 22% positiva. 78% discordam de a direção do mundo estar correta.

Trump figura como o observado com maior desconfiança entre latino-americanos (25,3%), seguido por Putin (12,3%) e Maduro (4,9%). Lula é citado por apenas 1,3% dos entrevistados.

Europa e descolamento de influência

A Europa mantém perfil em direitos humanos e assistência humanitária, mas perde espaço como referência de defesa e integração. A cooperação com a América Latina já não é vista como estratégica em igual medida.

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