Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Corrida armamentista nuclear pode tornar-se imparável, alerta AIEA

Corrida armamentista nuclear pode ser irreversível; efeito dominó ampliará sanções e custos para quem não cumprir o Tratado de Não Proliferação

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi
0:00
Carregando...
0:00
  • O diretor da AIEA, Rafael Grossi, disse que muitos países debatem em privado a possibilidade de ter armas nucleares, em entrevista à Inside Geopolitics.
  • Grossi alerta que uma corrida armamentista nuclear seria um efeito dominó e que o primeiro país a iniciá-la pode pagar um preço alto, com sanções e isolamento.
  • Ele reconhece que o regime de não proliferação falhou em impedir que vários estados ingressem no clube nuclear, chamando-o ainda de um dos últimos pontos de estabilidade.
  • Grossi critica a estratégia de blefe do Irã e a falta de acesso irrestrito aos inspetores da AIEA, lembrando mortes de líderes de países do Oriente Médio.
  • Segundo diplomatas, outros países, entre eles Alemanha, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, poderiam buscar arsenais nucleares no futuro, gerando preocupação com a segurança regional.

O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou em 13 de abril que a corrida armamentista nuclear é possivelmente inevitável se não houver freio. A entrevista foi publicada no Inside Geopolitics, produzido pela The Economist, em Viena.

Grossi citou relatos de que vários países discutem em privado a aquisição de armas nucleares, incluindo vizinhos do Irã e aliados dos EUA, como Alemanha, Japão, Polônia e Coreia do Sul. O chefe da agência enfatizou que a diplomacia atua para evitar esse cenário.

O dirigente reconheceu que o regime de não proliferação falhou ao impedir a entrada de novos Estados no clube nuclear. Mesmo assim, considera esse regime como um dos últimos pilares de estabilidade num mundo inseguro, segundo ele.

Contexto e desdobramentos

Grossi criticou a estratégia de blefe nuclear associada ao Irã, ressaltando que promessas não bastam diante de um programa nuclear abrangente e de acesso restrito aos inspetores da AIEA. Ele lembrou incidentes que ajudaram a moldar a percepção externa sobre o Irã.

Para ele, líderes de países como Irã, Iraque e Líbia buscaram acordos com o Ocidente, mas acabaram por não dominar o destino de seus programas. O diplomata citou que o único governante com influência regional estável é Kim Jong-un, na Coreia do Norte, hoje sob maior atenção internacional.

Outro ponto destacado é o ceticismo europeu após a invasão da Ucrânia em 2022 e o retorno de Donald Trump ao poder. Autoridades no continente consideram que a Ucrânia poderia ter tido menos vulnerabilidade com arsenal nuclear, segundo relatos obtidos em conversas com diplomatas.

Grossi reiterou que, globalmente, é preferível um mundo sem armas nucleares. Contudo, ele ressaltou que os interesses de cada Estado moldam decisões, o que pode justificar futuras buscas por capacidades atômicas.

Países sob observação

O diplomata listou uma série de nações que, segundo ele, podem estar avaliando seriamente opções nucleares, indo da Europa Oriental à Ásia-Pacífico. Entre os citados, Alemanha, Indonésia, Turquia e Emirados Árabes Unidos aparecem como exemplos de observação internacional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais