- Cuba enfrenta crise econômica e energética desde o início do ano, com apagões, serviços básicos precários e escassez de alimentos e remédios.
- Depois de mais de dois meses sem importar petróleo por bloqueio dos EUA, a Rússia enviou 100 mil toneladas de petróleo bruto, suficiente para cerca de um terço da demanda mensal, segundo a União Cuba-Petróleo.
- Em Havana, mercados estatais sofrem desabastecimento; estabelecimentos privados oferecem produtos, mas com preços inacessíveis para grande parte da população.
- Os apagões chegam a quase 20 horas diárias em áreas-chave, prejudicando serviços como coleta de lixo e abastecimento de água, já que bombeamento depende de eletricidade.
- O salário médio ficou em 6,93 mil pesos no ano anterior (cerca de 14 dólares); aposentados recebiam cerca de 2,5 mil pesos por mês, o que dificulta comprar itens básicos.
A crise econômica e energética que atinge Cuba desde o início deste ano se traduz em apagões recorrentes, serviços básicos com funcionamento precário e queda na disponibilidade de alimentos e remédios. A situação afeta principalmente a população em Havana, onde mercados estatais enfrentam desabastecimento e o setor privado não consegue suprir a demanda.
No fim do mês passado, Cuba recebeu da Rússia um carregamento de 100 mil toneladas de petróleo bruto, após mais de dois meses sem importação por bloqueio dos EUA. O combustível começou a ser distribuído neste fim de semana, mas cobre apenas cerca de um terço da demanda mensal, segundo Irenaldo Pérez Cardoso, diretor-adjunto da União Cuba-Petróleo.
Na capital, a crise se mostra em várias frentes: consumo de combustível reduzido, serviços públicos com funcionamento limitado e queda na coleta de lixo, que gerou acúmulo de resíduos em pontos da cidade. Os apagões podem chegar a quase 20 horas diárias em áreas com hospitais, embaixadas e prédios públicos.
Economia sob pressão
Dados oficiais indicam salário médio de 6,93 mil pesos no ano passado, equivalente a cerca de 14 dólares. Muitos trabalhadores recebem bem menos. Aposentados, por exemplo, relatam cerca de 2,5 mil pesos mensais, o que não permite comprar itens básicos em mercados privados.
Entre saudosismo de tempos passados e realidades presentes, a insatisfação é perceptível, mas pouca oposição organizada apresenta propostas alternativas. O foco dos cubanos, de modo geral, é a melhoria prática de condições de vida: energia estável, itens disponíveis, medicamentos e renda suficiente.
Diálogo e expectativas
Apesar das tensões, Cuba e os EUA mantêm diálogo, com recentes discussões em Havana entre ambas as partes, conforme informou Alejandro García, da chancelaria cubana, ao jornal Granma. A conversa aponta para uma troca de posições e possíveis caminhos para a relação bilateral.
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