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Esforços para paz entre EUA e Irã ganham impulso com prazo de cessar-fogo próximo

Esforços em Islamabad tentam reativar negociações EUA‑Irã antes do fim do cessar-fogo, com Trump pressionando e Irã relutante

Donald Trump said on Tuesday he was ready to renew attacks against Iran if progress was not made at talks.
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  • Esforços no Paquistão para reunir EUA e Irã em uma nova rodada de negociações, um dia antes do término do cessar-fogo de duas semanas no Oriente Médio.
  • O presidente Donald Trump disse estar pronto para retomar ataques contra o Irã se as negociações não avançarem, afirmando que os EUA têm posição forte e buscam um “ótimo acordo”.
  • O Irã parece relutante em ceder diante das ameaças norte-americanas; governo dividido sobre a resposta e risco de nova ofensiva. A televisão estatal iraniana afirmou que ainda não houve visita de delegação iraniana a Islamabad. O chefe negociador, o presidente da Assembleia Nacional, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou a abordagem dos EUA.
  • O cessar-fogo expira em horários diferentes segundo as partes: os Estados Unidos dizem fim na quarta-feira, o Irã aponta início da madrugada de quarta-feira. O primeiro encontro em Islamabad, há dez dias, terminou sem acordo sobre o estreito de Hormuz, passagem crucial que afeta o fornecimento de petróleo e gás.
  • O conflito já impacta o mercado global de energia, com autoridades alertando para a pior crise histórica nesse setor. Registros indicam mortes, prisões e tensões em várias regiões, incluindo Líbano, Israel e Golfo.

O esforço para reunir os Estados Unidos e o Irã em novas negociações de paz acontece em meio a uma possível extensão da trégua de duas semanas, que, se vigente, interrompeu o conflito no Oriente Médio. A insistência de Washington é de retomar ataques caso não haja progresso, enquanto Teerã parece resistente às pressões norte-americanas.

Donald Trump afirmou em entrevista à CNBC que não pretende prorrogar o acordo com Teerã, dizendo que os EUA estão em posição forte e buscando um acordo favorável. O presidente já sinalizou que possíveis alvos de ataques, caso haja falha nas negociações, incluiriam infraestrutura civil crítica.

Ao mesmo tempo, fontes indicam resistência de líderes iranianos em ceder às propostas dos EUA, com analistas apontando dissidências internas sobre como responder à pressão externa e se arriscar em uma nova onda de bombardeios. A mídia estatal iraniana informou que ainda não houve visita de delegação iraniana a Islamabad.

O chefe negociador iraniano, o presidente da Assembleia Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou Trump por tentar impor condições de rendição e afirmou que o Irã não negocia sob ameaça. Em rede social, Ghalibaf disse que o Irã está pronto para apresentar novas cartas no campo de batalha, conforme relatos de autoridades locais.

Há divergências também sobre o prazo da trégua. Teerã afirma que o acordo expira nas primeiras horas de quarta-feira, no fuso iraniano, enquanto Trump aponta o fim do dia de quarta, em Washington. O primeiro encontro em Islamabad, há 10 dias, terminou sem acordo sobre o status do estreito de Hormuz.

O estreito, fechado pelo Irã nos primeiros dias do conflito, é visto como peça estratégica que sustenta uma parcela relevante do abastecimento global de petróleo e gás. A guerra provocou impactos significativos nos mercados de energia, levando o chefe da Agência Internacional de Energia a descrever a crise como histórica.

Na semana passada, os EUA impuseram bloqueio portuário ao Irã para pressionar a reabertura do estreito e, neste domingo, apreenderam uma embarcação sob bandeira iraniana por suposta violação de sanções. Na terça-feira, forças americanas abordaram um cargueiro ligado ao Irã envolvido em tráfico de óleo no Oceano Índico.

Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, classificou as ações marítimas dos EUA como pirataria e terrorismo estatal, questionando a seriedade de Estados Unidos nas negociações. A situação aumenta a tensão regional em momento de tentativas diplomáticas.

Enquanto isso, o governo paquistanês, apoiado por aliados como o Reino Unido, trabalha para preservar o canal de diálogo estratégico. O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, reuniu-se com representantes norte-americanos e chineses para incentivar a continuação das negociações e a extensão da trégua.

Em Islamabad, autoridades paquistanesas afirmam ter confiança de que o Irã retomará as negociações, em uma retomada que marcaria o mais alto nível de diálogo entre EUA e Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. Ainda não há confirmação de agenda formal para nova rodada de talks.

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