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Especialista aponta ingerência política em prisão e soltura de Ramagem

Ingerência política marcou prisão e soltura de Ramagem, diz especialista, gerando insegurança jurídica no uso do ICE para extradição indireta

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  • A advogada Priscila Caneparo afirmou que a detenção e a libertação do ex-deputado Alexandre Ramagem pelo serviço de imigração dos EUA (ICE) foram marcadas por ingerência política.
  • Ramagem foi detido pelos EUA e liberado na quarta-feira passada; a polícia de imigração não apresentou um fundamento claro e houve várias versões oficiais.
  • A especialista aponta que o uso do ICE para fins de extradição indireta gera insegurança jurídica e que a soltura rápida sugeriria decisão política de Washington, não procedimento de rotina.
  • Em dezembro de 2025, o Brasil pediu formalmente a extradição de Ramagem, o que complica o cenário do caso.
  • Caneparo comentou a pesquisa Reuters/Ipsos que diverge sobre a aprovação ao governo dos EUA e discutiu o estilo de negociação do presidente americano, destacando a “diplomacia mercadológica” de Donald Trump.

O ex-deputado Alexandre Ramagem foi detido pelo serviço de imigração dos EUA (ICE) e recebeu liberdade na última quarta-feira (15). O tipo de prisão e a soltura estão sendo questionados pela análise de uma especialista. O caso ocorre nos EUA e envolve questões de imigração e possível extradição.

A advogada especializada em Direito Internacional, Priscila Caneparo, afirmou que houve ingerência política no processo. Ela alerta que as justificativas apresentadas variam conforme a instituição e não fica claro qual foi o fundamento da detenção.

Segundo Caneparo, mesmo com acordos de cooperação contra crimes transnacionais firmados pelo Brasil com os EUA, a utilização do ICE para fins de extradição indireta gera insegurança jurídica. Ela também mencionou que o Brasil pediu a extradição de Ramagem em dezembro de 2025, o que aumenta a complexidade do caso.

Cenário político e jurídico

A especialista comentou uma pesquisa recente da Reuters/Ipsos, publicada nesta terça-feira, que mostra desaprovação de 62% ao governo do presidente Donald Trump, com 36% de aprovação. Nesta leitura, a pesquisadora destaca a percepção pública sobre relações internacionais e estratégias de negotiation.

Caneparo descreve o estilo de Trump como uma diplomacia de mercado, marcada por bravatas e negociações de baixo custo político. Ela aponta que esse expediente pode influenciar decisões governamentais em temas sensíveis como imigração e extradição.

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