- A Marinha dos Estados Unidos diz ter impedido a movimentação de 27 embarcações que tentavam entrar ou sair de portos iranianos desde o início do bloqueio no estreito de Ormuz, há cerca de uma semana.
- O cargueiro iraniano Touska foi interceptado no Golfo de Omã no domingo; segundo autoridades americanas, ele ignorou avisos por rádio e tentou contornar o bloqueio, levando o destróier USS Spruance a abrir fogo para forçá-lo a parar.
- O ataque, com o canhão Mk-45, imobilizou o navio e ele foi apreendido; fuzileiros navais realizam buscas e inspeções em contêineres a bordo.
- A tripulação deve ser devolvida ao Irã; não houve vítimas; o bloqueio já afeta o tráfego na região, com muitos navios evitando a área.
- O Irã ainda não reagiu oficialmente para preservar a segurança da tripulação; o Pentágono negou ataques com drones; autoridades dos EUA mantêm vigilância constante sobre os navios monitorados.
A Marinha dos EUA afirma ter bloqueado a movimentação de 27 embarcações que tentavam entrar ou sair de portos iranianos desde o início do bloqueio naval no estreito de Ormuz, há cerca de uma semana. A informação foi divulgada pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA.
O episódio mais recente envolve o navio de carga iraniano Touska, interceptado no Golfo de Omã no domingo, 20 de abril. Segundo autoridades americanas, a embarcação ignorou avisos por rádio para interromper a navegação e tentou contornar o bloqueio.
O destróier USS Spruance usou fogo de canhão naval Mk-45 para interromper a propulsão do cargueiro, com o objetivo de forçá-lo a parar. O Mk-45 dispara entre 16 e 20 projéteis por minuto, com cada munição pesando cerca de 32 kg.
Fuzileiros navais dos EUA realizam buscas e inspeções em contêineres a bordo do Touska. A embarcação é classificada entre navios de interesse monitorados pela inteligência americana nos últimos dias, dentro e fora da área sob bloqueio. Ainda não há decisão sobre o destino da carga.
A tripulação do Touska deve ser devolvida ao Irã, segundo autoridades militares. Não há registro de vítimas até o momento. O bloqueio tem impactado o tráfego marítimo na região, com muitos navios evitando a área por receio de interceptação.
Reação e desdobramentos
Um porta-voz iraniano indicou que Teerã pode adotar medidas contra as forças dos EUA em resposta à apreensão do Touska. A estatal informou que a segurança da tripulação continuará sendo considerada. O Pentágono negou ataques com drones contra navios americanos.
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, afirmou que forças em várias regiões estavam autorizadas a interceptar embarcações com bandeira iraniana ou que apoiem o país. O general Brad Cooper, comandante do Comando Central, ressaltou vigilância contínua sobre os navios monitorados.
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