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EUA equiparão navios com mísseis Patriot para conter ameaça hipersônica chinesa

Lockheed Martin amplia Patriot no sistema Aegis, levando interceptadores ao mar para enfrentar mísseis hipersônicos chineses

Sistema de mísseis antiaéreos Patriot, EUA — Foto: Reprodução
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  • A Marinha dos Estados Unidos, com a Lockheed Martin, vai equipar navios com mísseis Patriot PAC-3 MSE para ampliar o sistema Aegis, visando a ameaça hipersônica da China.
  • É a primeira vez que o interceptador do Exército é instalado em navios da Marinha, fortalecendo o escudo antimísseis que protege a frota de destróieres.
  • A informação foi publicada pela Reuters, que já havia informado em outubro de 2024 sobre planos da Marinha de armar embarcações com PAC-3 MSE.
  • Os PAC-3 MSE são mais ágeis e utilizam o conceito “hit to kill” para atingir mísseis de manobra de alta velocidade.
  • A produção de interceptadores Patriot deve triplicar nos próximos sete anos, de cerca de seiscentos para mais de dois mil por ano, segundo acordo entre Lockheed Martin e o Pentágono.

A Lockheed Martin assinou um contrato para integrar o míssil Patriot PAC-3 MSE ao sistema de combate Aegis da Marinha dos Estados Unidos. A empresa disse hoje que é a primeira vez que o interceptador do Exército será implantado em navios da marinha, em resposta a ameaças hipersônicas da China no Pacífico.

A medida visa reforçar o escudo antimísseis que protege a frota de destróieres da US Navy. A implantação ocorre após meses de planejamento e avaliação de capacidades ofensivas de mísseis hipersônicos, com foco na dissuasão e na defesa naval.

A Reuters destacou, em outubro de 2024, que a Marinha vinha avançando nos planos de armar navios com interceptadores PAC-3 MSE, motivada pelo temor de armas hipersônicas chinesas.

A integração envolve desenvolver interfaces e adaptar o controle de fogo para o conjunto Aegis, que hoje utiliza interceptadores da família SM e o RIM-162 Evolved SeaSparrow. A ideia é ampliar a camada de defesa a bordo.

O PAC-3 MSE é mais ágil e usa o conceito hit to kill, atingindo o alvo com impacto direto, aumentando a eficácia contra mísseis de manobra de alta velocidade.

Segundo a empresa, a adoção do interceptador acrescenta uma camada adicional de proteção aos navios equipados com Aegis, fortalecendo o envelope defensivo da frota em operação no Pacífico.

A demanda por mísseis Patriot deve crescer nos próximos anos. Um acordo com o Pentágono, assinado em janeiro, prevê triplicar a produção de PAC-3 MSE, de cerca de 600 para mais de 2.000 unidades por ano até 2031.

A iniciativa marca a primeira etapa concreta para a instalação do interceptador do Exército em navios da Marinha, segundo a Lockheed Martin. A empresa enfatiza que o desenvolvimento envolve cooperação entre as partes envolvidas.

Autoridades não divulgaram datas específicas de implantação, apenas indicaram que o projeto está em andamento e que os planos consideram uma resposta integrada às ameaças no Pacífico.

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