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Filha de Maradona acusa médicos de manipulação em julgamento

Filha de Maradona denuncia manipulação pela equipe médica nos dias finais; julgamento reabre com sete profissionais sob acusação de negligência

Gianinna Maradona (ao centro) em chegada ao tribunal de San Isidro, na Argentina
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  • Sete profissionais da saúde são julgados por possível responsabilidade na morte de Diego Maradona, com o processo retomado em 14 de abril no Tribunal Oral en lo Criminal N° 7 de San Isidro.
  • Gianinna Maradona denunciou manipulação por parte da equipe médica que acompanhava o ídolo nas últimas semanas de vida, citando três acusados: o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz.
  • A acusação aponta negligência e homicídio simples com dolo eventual na morte de Maradona, ocorrido em 2020, aos 60 anos.
  • Além dos três citados, integram o grupo: Nancy Forlini, coordenadora da prestadora de serviços médica; Mariano Perroni, coordenador da Medidom SRL; Ricardo Almirón, enfermeiro; e Pedro Pablo Di Spagna, clínico.
  • A Justiça anulou o julgamento em maio do ano passado após o afastamento de uma juíza envolvida na gravação de um documentário não autorizado; agora as testemunhas e provas devem ser reouvidas.

O julgamento sobre a morte de Diego Armando Maradona, ocorrido em 2020, entra em uma nova fase. Sete profissionais da equipe médica que acompanhava o ídolo argentino são alvo de acusações de negligência e homicídio simples com dolo eventual. O caso voltou a tramitar em San Isidro, na Argentina, após ter sido retomado em 14 de abril.

Gianinna Maradona, filha do jogador, participou do julgamento nesta terça-feira (21) e afirmou que houve manipulação por parte da equipe médica. Ela mencionou que confiou nos profissionais e descreveu o que considera uma conduta prejudicial ao neto do ex-jogador. A declaração ocorreu durante o depoimento no tribunal local.

Entre os acusados, constam o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz, conforme apontado pela reportagem. Também integram a lista de réus a enfermeira Ricardo Almirón, a coordenadora Nancy Forlini, o coordenador da Medidom SRL, Mariano Perroni, e o clínico Pedro Di Spagna.

Detalhes do processo e próximos passos

A Justiça retomou o processo após um período de suspensão e prevê ouvir novamente as testemunhas que já prestaram depoimento no estágio anterior. A vara responsável é o Tribunal Oral en lo Criminal Nº 7 de San Isidro, com a participação dos juízes Alberto Gaig, Alberto Ortolani e Pablo Rolón.

O conjunto de acusações envolve suposta negligência na assistência médica durante as últimas semanas de vida de Maradona, o que levaria a uma morte com dolo eventual. O Ministério Público afirmou que a conduta dos profissionais pode ter contribuído para o desfecho fatal.

Os sete acusados enfrentam questionamentos sobre protocolos médicos, supervisão de pacientes e comunicação entre a equipe multidisciplinar. A tramitação do caso mantém a expectativa de novas oitivas e a apresentação de provas no decorrer do julgamento.

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