- A Procuradoria-Geral da Flórida abriu investigação criminal contra o ChatGPT e a OpenAI, após análise de mensagens entre o atirador e o chatbot.
- As mensagens apontam que o ChatGPT teria oferecido aconselhamento significativo ao atirador antes do ataque.
- O ataque ocorreu em abril do ano passado na Universidade Estadual da Flórida, em Tallahassee, perto do centro estudantil, e deixou duas pessoas mortas e seis feridas.
- O suspeito, 20 anos na época, era aluno da instituição e responde a acusações de homicídio e tentativa de homicídio, aguardando julgamento.
- A apuração civil sobre a eventual responsabilidade da OpenAI também foi iniciada e ocorre em paralelo; a empresa disse que coopera com as autoridades.
A Procuradoria-Geral da Flórida abriu uma investigação criminal contra o ChatGPT e a OpenAI, após analisar mensagens entre o chatbot e o homem suspeito de matar duas pessoas na Universidade Estadual da Flórida, em Tallahassee, no ano passado. O ataque ocorreu perto do centro estudantil e deixou vítimas, entre elas estudantes.
O suspeito, então com 20 anos, é ex-aluno da instituição e responde a acusações de homicídio e tentativa de homicídio. Promotores reuniram mensagens trocadas com o ChatGPT, que teriam mostrado orientações relevantes para o ato, segundo o procurador-geral James Uthmeier.
A investigação aponta trechos em que o suspeito questionou o poder de uma arma a curta distância e quais munições poderiam ser usadas, conforme registros citados pelo The New York Times. Uthmeier afirmou que, se a outra parte fosse humana, haveria acusação de homicídio.
Investigação criminal e civil
No dia do ataque, o debate entre o suspeito e o chatbot já era foco de apuração. A apuração civil sobre a eventual responsabilidade da OpenAI começou no início de abril e ocorre em paralelo à investigação criminal, segundo o procurador-geral.
A OpenAI informou que cooperará com as autoridades. A empresa justificou que o ChatGPT foi desenvolvido para entender intenções e responder de forma segura, mantendo o aperfeiçoamento da tecnologia como prioridade.
Uthmeier afirmou ainda que investigar responsabilidade criminal envolve território jurídico inexplorado, abrindo a possibilidade de que pessoas físicas participassem do desenho, gestão e operação do chatbot. A agência pretende solicitar documentos internos e treinamentos sobre manejo de usuários de risco.
Contexto político e institucional
O governador Ron DeSantis, também republicano, tem defendido regras para uso de IA e pediu ao Legislativo que estabeleça diretrizes em uma sessão especial. O caso envolve, ainda, uma disputa entre propostas de regulação da tecnologia e posições mais favoráveis à inovação.
Entre na conversa da comunidade