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Golpistas no Irã exigem Bitcoin e USDT para passagem pelo Estreito de Ormuz

Golpistas que se passam por autoridades iranianas exigem pagamento em Bitcoin e USDT para liberação de trânsito no Estreito de Ormuz, colocando empresas de navegação em risco

Estreito de Ormuz (Imagem: Shutterstock)
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  • Golpistas se passando por autoridades iranianas teriam enviado mensagens a aziende de transporte marítimo exigindo pagamentos em Bitcoin ou USDT para permitir a passagem pelo Estreito de Ormuz.
  • A alertar foi a empresa grega MARISKS, citando relatório da Reuters, e indicando que ao menos uma embarcação teria pago a taxa fraudulenta.
  • A vigilância ocorre após o Irã ter passado a cobrar pedágios em criptomoedas para a travessia, supostamente para evitar rastreio por sanções, embora haja dúvidas sobre a prática em grande escala.
  • A TRM Labs disse não ter observado dados on-chain que comprovem uso de cripto para tarifas de trânsito em Ormuz, mas alertou para o risco e recomendou verificação de carteiras via inteligência de blockchain.
  • Especialistas explicaram que pagamentos a entidades sancionadas, mesmo que pareçam autoridades iranianas, podem violar sanções e que as empresas devem confirmar exigências por canais oficiais e consultar autoridades antes de agir.

Golpistas que se passam por autoridades iranianas estão solicitando pagamentos em criptomoedas para a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. A fraude foi reportada pela MARISKS, empresa grega de risco marítimo, com base em mensagens recebidas por empresas de transporte.

Segundo a MARISKS, as mensagens prometem liberação do trânsito após o pagamento de uma taxa em BTC ou USDT, com avaliação de elegibilidade pelos Serviços de Segurança Iranianos. A empresa acredita que ao menos uma embarcação já pagou a taxa fraudulenta.

A alertante afirma que o Estreito de Ormuz continua sob tensão no conflito entre Irã e EUA, e que o golpe envolve pedidos de pagamento em criptomoedas para facilitar o trânsito, sem respaldo oficial.

Riscos e verificação

A prática ocorre semanas após o Irã ter discutido pedágios em criptomoedas para evitar rastreamento e sanções. A TRM Labs informou que ainda não há evidências on-chain de transações legítimas para pedágios no estreito, mas não descarta golpes.

Especialistas recomenda verificação por canais oficiais, uso de inteligência de blockchain e consulta a especialistas em sanções antes de qualquer pagamento. Endereços de wallet devem ser tratados como alto risco até confirmação independente.

Autoridades e analistas destacam que pagamentos a entidades sancionadas mantêm risco legal, mesmo se houver quem se apresente como governo iraniano. Golpistas podem visar empresas sujeitas a sanções e a lavagem de fundos.

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