- O Guardian owner Scott Trust revelou a próxima fase do programa Legacies of Enslavement (2026–2030), focado em justiça restaurativa por ligações históricas com a escravidão transatlântica.
- Nos próximos quatro anos, será investido várias milhões de libras em Hanover (jamaica) e nas ilhas Sea Islands (estados unidos), com parcerias locais para educação, direitos de terras, justiça econômica e climática.
- A iniciativa visa ampliar o acesso à educação, apoiar direitos de propriedade comunitária, promover reparação, preservar a herança cultural e fortalecer conversas de reparação.
- Ahmed Reid e Angel Parson foram nomeados gerentes de programa para Jamaica e Sea Islands; a equipe inclui Keisha Thompson em Manchester e Ebony Riddell Bamber na liderança, com consultas públicas já realizadas.
- Como desdobramento, haverá novas pesquisas acadêmicas, maior divulgação sobre o papel do Reino Unido na escravização transatlântica e medidas de responsabilização jornalística, além do relançamento da newsletter Cotton Capital.
O Guardian owner avança na segunda fase de seu plano de justiça restaurativa ligado à herança da escravização transatlântica. O Scott Trust apresentou as prioridades para comunidades na Jamaica e nas Sea Islands dos EUA, com a alocação de milhões de libras. O objetivo é reparar danos históricos da organização de notícias.
O programa Legacies of Enslavement foi lançado em 2023 para reconhecer que o fundador do Manchester Guardian e seus apoiadores lucraram com a escravização de africanos na Jamaica e nos Estados Unidos. Três anos depois, o trust afirma ter feito progresso significativo com centenas de reuniões comunitárias e mais cobertura da diáspora negra.
O plano 2026-2030 promete ampliar compromissos anteriores e detalha como seguir buscando justiça restaurativa e reparação efetiva. Nos próximos quatro anos, o Scott Trust investirá em prioridades identificadas por comunidades descendentes em Hanover (Jamaica) e nas Sea Islands (EUA), além da Jamaica.
Investimentos e ações locais
O foco inclui melhorar o acesso à educação de qualidade e formação de skills, assegurar direitos de propriedade comunitária, financiar iniciativas de justiça econômica e climática, promover diálogos de reparação e preservar a memória cultural. Ao todo, várias milhões de libras serão direcionadas por meio de parcerias com organizações locais.
Ahmed Reid e Angel Parson foram nomeados gerentes de programa para Jamaica e as Sea Islands, respectivamente, integrando a equipe liderada por Ebony Riddell Bamber. A equipe já promoveu audiências abertas na Jamaica e nas Sea Islands e buscou feedback com membros da comunidade, especialistas em reparações e instituições.
Atualizações em Jamaica e Manchester
Em Hanover, a iniciativa apoia reconstrução após o furacão Melissa. Em Manchester, cidade de origem do Guardian, está em andamento uma exposição com o Science and Industry Museum sobre a relação entre algodão, escravização e a história da cidade, prevista para 2027.
O plano também prevê a divulgação de pesquisas acadêmicas, maior conscientização sobre o papel do Reino Unido na escravização transatlântica e maior accountability por meio do jornalismo do Guardian e da série Cotton Capital. A iniciativa já ampliou a cobertura em África, Caribe, América do Sul e comunidades de minorias no Reino Unido e nos EUA.
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