- O gasoduto Druzhba, que leva petróleo russo para Hungria e Eslováquia, está pronto para retomar operações após reparos em Kyiv, informou o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy; o país espera que a UE desbloqueie o empréstimo de 90 bilhões de euros.
- A primeira-ministra húngara Viktor Orbán vinha bloqueando o empréstimo e deve deixar o cargo após derrota em eleições nacionais, o que pode facilitar a liberação do valor pela UE.
- A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou esperar uma decisão positiva sobre o empréstimo em até 24 horas.
- Zelenskyy reforçou a necessidade de diversificar as fontes de energia da Europa e alertou que não há garantias de que a Rússia não volte a atacar a infraestrutura do gasoduto.
- Em Odessa, four oficiais do recrutamento militar foram detidos pela SBU por extorsão envolvendo abordagens na rua; a polícia planeja indícios de ligação com o recrutamento forçado.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou que o oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo para a Hungria e a Eslováquia, está pronto para retomar as operações após reparos realizados em resposta a um ataque russo. Kyiv espera que a União Europeia desbloque o empréstimo de 90 bilhões de euros, bloqueado por Orbán por meses. A confirmação surge após o primeiro sinal de normalização no abastecimento.
A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, disse em Luxemburgo que espera uma decisão positiva sobre o empréstimo nas próximas 24 horas. Fontes da Reuters, citando uma fonte do setor, indicaram que o bombeamento pode recomeçar ainda nesta quarta-feira.
Zelenskyy tem reiterado o apelo para que a Europa diversifique fontes de energia e não dependa novamente do Druzhba para o abastecimento russo. Ele ressaltou que não há garantia de que Moscou não retorne a ataques contra a infraestrutura da tubulação.
Segurança e Justiça na Ucrânia
Ao mesmo tempo, autoridades ucranianas prenderam oficiais de recrutamento militar em Odesa, suspeitos de extorsão e de remover cidadãos da via pública para forçá-los a se alistar. A SBU informou que quatro agentes da central de recrutamento local foram detidos, após intervenção de forças especiais e disparos contra um veículo em fuga. Os suspeitos podem pegar até 12 anos de prisão com confisco de bens.
Cybersegurança e atuação russa
Na sequência, o chefe do centro nacional de cibersegurança britânico, o GCHQ, anunciará que a Rússia amplia táticas de guerra cibernética além do campo de batalha, mirando Reino Unido e Europa. O alerta aborda a necessidade de as empresas entenderem como se articulam ataques para fortalecer defesas.
Países nórdicos e vizinhos informaram ataques cibernéticos atribuídos a hackers ligados à Rússia contra infraestrutura crítica, como usinas e barragens. Segundo o líder da NCSC, a Grã-Bretanha lida atualmente com cerca de quatro incidentes nacionais relevantes por semana, com maior ameaça vinda de Estados que apoiam ações no espaço digital.
De forma geral, o executivo britânico sustenta que, em cenários de conflito, ataques cibernéticos em larga escala podem ocorrer, sem possibilidade de pagamento para interromper danos. Por isso, organizações precisam avaliar riscos e aprimorar defesas digitais com maior rigor.
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