- O grupo Hezbollah disparou vários foguetes contra forças israelenses no sul do Líbano, considerado uma violação flagrante do cessar-fogo.
- As sirenes no norte de Israel teriam sido ativadas pela interceptação de um drone vindo do Líbano antes de cruzar o território israelense.
- O Hezbollah não comentou o ataque de forma imediata.
- O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, afirmou que, se Israel não se retirar, haverá resistência e risco de novo conflito.
- Um cessar-fogo de dez dias, mediado pelos Estados Unidos, está parcialmente mantido, com Israel buscando estabelecer uma zona de proteção no norte e manter tropas no sul do Líbano.
Militares israelenses disseram nesta terça-feira que o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, disparou diversos foguetes contra tropas de Israel que operam no sul do Líbano. A ação foi descrita como violação flagrante do acordo de cessar-fogo em vigor.
Segundo as forças de segurança, as sirenes no norte de Israel foram acionadas, possivelmente pela interceptação de um drone que teria atravessado o Líbano e alcançado o território israelense. A artilharia não registrou retaliação imediata.
Não houve comentários oficiais do Hezbollah sobre o ataque. As autoridades israelenses mantêm a vigilância na chamada linha de defesa avançada, descrita por Jerusalém como proteção do Norte.
Contexto diplomático e perspectivas
O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, afirmou que as forças de Israel que ocupam parte do sul do Líbano enfrentarão resistência se permanecerem. A declaração ocorreu em meio a negociações mediadas pelos EUA.
Um cessar-fogo de 10 dias, mediado pelos EUA, segue em grande parte vigente desde quinta-feira, com tropas israelenses ainda posicionado a 5 a 10 km da fronteira libanesa. Washington negocia entre as partes nesta semana.
Berri, líder do Movimento Amal, disse ao jornal al-Joumhouria que o Líbano não tolerará perder território. O líder afirmou que, se a ocupação persistir, haverá resistência diária.
O conflito envolve o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo Irã, e dificuldades surgem no contexto de uma escalada regional que envolve esse grupo e forças israelenses na fronteira. O cenário permanece tenso, sem conclusão anunciada.
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