- Diplomatas brasileiros se reuniram nesta terça-feira (21) em Brasília com a encarregada de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Kimberly Kelly, para pedir esclarecimentos sobre a expulsão de um delegado da Polícia Federal.
- A informação foi confirmada pela Embaixada dos EUA e pelo Itamaraty.
- O Brasil informou que avaliará a possibilidade de expulsar agentes norte-americanos do país como retaliação, e comunicou isso à representante americana.
- A motivação seria a expulsão ocorrida após a participação do delegado na prisão de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).
- A decisão final depende do retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Brasil, previsto para quarta-feira (22), e do próprio delegado expulso, que deve retornar ainda nesta terça-feira (21).
O Itamaraty e a Embaixada dos EUA se reuniram nesta terça-feira em Brasília para esclarecer a expulsão de um delegado da Polícia Federal no Brasil. O encontro envolveu a encarregada de negócios da embaixada, Kimberly Kelly, e diplomatas brasileiros.
Segundo a Embaixada dos EUA e o Itamaraty, o objetivo foi obter esclarecimentos sobre a medida. Diplomatas brasileiros relataram que também houve sinalização sobre a possibilidade de agentes norte-americanos deixarem o país, em avaliação no momento.
A reunião ocorreu no fim da tarde, com participação de representantes do governo brasileiro ligados ao setor de relações com os Estados Unidos. A confirmação foi publicada pela CNN Brasil, com base em fontes oficiais.
A discussão retoma o caso que envolve a expulsão do delegado Marcelo Ivo, ligado à PF, após participação na prisão de Alexandre Ramagem, ex-diretor da ABIN. A notícia coloca o episódio em contexto de tensões entre os dois países.
A decisão sobre qualquer remoção de diplomatas ou agentes só deve ocorrer após o retorno do presidente Lula ao Brasil, previsto para quarta-feira, e do próprio delegado expulso, que também tem retorno programado para hoje.
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