- Lula deixou Hannover reiterando que a ONU precisa de reforma no Conselho de Segurança, com fim ao veto e ampliação de membros permanentes.
- O presidente pediu redefinição da Carta da ONU para que a organização tenha mais legitimidade e eficácia, denunciando o uso do veto como entrave a decisões.
- Alemanha e Brasil defendem a ampliação do CSNU, com proposta histórica de incluir novos membros permanentes e reduzir a influência dos cinco potências atuais.
- Lula também criticou a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, chamando-a de insensatez e defendendo negociação entre as partes.
- Em Hannover, o presidente reuniu-se com a governadora Manuela Schwesig, manteve contatos com o chanceler Friedrich Merz e disse estar otimista com o acordo entre Mercosul e União Europeia, que pode ampliar o comércio.
Ao deixar Hannover, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou a defesa de ampliar o Conselho de Segurança da ONU e abolir o veto, em linha com a posição da Alemanha. Ele criticou a atual configuração do órgão, dominado por cinco potências desde 1945, e pediu mudanças na Carta da ONU para reduzir conflitos.
Lula participou de uma série de atividades em Hannover, incluindo encontros com o chanceler alemão Friedrich Merz, visitas à Feira Industrial e reuniões com empresários brasileiros e alemães. A viagem também envolveu a terceira rodada das consultas intergovernamentais de alto nível Brasil-Alemanha e a assinatura de acordos entre os dois países.
Durante a passagem pela cidade, o presidente criticou a guerra entre EUA e Irã, apontando que a violência poderia ser evitada por meio de negociação. Ele lembrou uma tentativa de medição entre Brasil, Turquia e Irã em 2010, destacando que as potências ocidentais não aceitarem o acordo resultou em novos conflitos.
Reforma do Conselho de Segurança
A demanda por reforma é antiga e já integrou a agenda externa de Lula nos dois primeiros mandatos. Hoje, o Conselho possui 15 membros, com cinco permanentes e dez rotativos; permanentes detêm poder de veto. A Alemanha defende a entrada de novos membros permanentes para refletir mudanças geopolíticas.
A proposta do grupo G4, lançado em 2005 por Brasil, Alemanha, Japão e Índia, previa seis novos membros permanentes, incluindo os quatro membros do G4, além de cadeiras para países africanos. A Alemanha também cita o quarto maior financiamento da ONU como argumento para ampliar o colegiado.
Agenda com o governo alemão
Antes de seguir para Portugal, Lula manteve encontro com a governadora de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Manuela Schwesig, e avaliou resultados da viagem. O presidente destacou o entrosamento Brasil-Alemanha e apontou a expectativa de expansão do comércio com o início da implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia.
Merz, por sua vez, manifestou otimismo com o fortalecimento das relações e com a possibilidade de dobrar o intercâmbio comercial nos próximos anos. Lula encerrou a passagem pela Alemanha reconhecendo um sentimento positivo sobre a cooperação bilateral.
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