- Lula, em Hanôver, criticou regras ambientais da União Europeia e defesa dos biocombustíveis brasileiros como saída para a descarbonização.
- Em teste, ele levou o combustível Be8 BeVant para aferir emissões de CO₂ em caminhão alemão, cumprindo desafio feito na COP-30.
- O presidente afirmou que o Brasil tem vantagens na produção de etanol e biodiesel e que a Europa enfrenta resistência ideológica aos biocombustíveis.
- Ele disse que propostas da UE podem criar barreiras a produtos brasileiros e desconsiderar práticas sustentáveis do solo brasileiro, prejudicando a avaliação ambiental.
- Sobre livre comércio, Lula pediu avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia e maior engajamento do setor privado; Merz destacou cooperação estratégica e apoio técnico para ampliar fornecimento de metais críticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na Alemanha, durante a Feira Industrial de Hanôver e o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, para defender o potencial dos biocombustíveis brasileiros e criticar regras ambientais da União Europeia. O objetivo foi projetar o Brasil como protagonista da transição energética.
Lula testou, conforme o desafio feito na COP30, o combustível Be8 BeVant em um caminhão alemão para aferir emissões de CO2. O presidente destacou a necessidade de descarbonizar o transporte com opções baratas, confiáveis e sem comprometer alimentos ou florestas.
O chefe do Executivo ressaltou que a UE pressiona regras que podem dificultar a entrada de produtos brasileiros, citando o cálculo de carbono e o uso do solo. Ele afirmou que as propostas desconsideram práticas sustentáveis brasileiras.
Com a matriz energética nacional, Lula destacou que aproximadamente 90% da eletricidade vem de fontes renováveis. Disse que o Brasil quer crescer sem abrir mão da transição energética e que o país oferece espaço para quem investir em energia limpa.
Livre-comércio
Lula defendeu a aceleração do acordo entre Mercosul e União Europeia, pedindo maior engajamento do setor privado para torná-lo definitivo. Enfatizou que a vigência permanente depende de vozes a favor no continente europeu.
O presidente apontou a Alemanha como principal parceira na Europa, com mais de 1.200 empresas alemãs atuando no Brasil. O fluxo bilateral alcançou US$ 20,9 bilhões no ano anterior, segundo ele.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que a cooperação com o Brasil vai além de negócios e envolve uma ordem baseada em regras. Ele mencionou o papel brasileiro em fornecer oportunidades para metais críticos e tecnologia alemã para ampliar essa relação.
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