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Lula destaca ajuda de Portugal em acordo Mercosul-UE; mercado de US$ 22 bi

Lula ressalta apoio de Portugal ao acordo Mercosul-UE, que abriria mercado de US$ 22 bilhões, em visita a Lisboa e críticas à OMC

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  • Em Portugal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a assinatura do acordo Mercosul- União Europeia e destacou a participação de Portugal como parceiro comercial do Brasil.
  • Lula afirmou que o acordo abriria um mercado de US$ 22 bilhões e criticou o parlamento europeu por recursos destinados a impedir a entrada em vigor do acordo.
  • O chefe de Estado ressaltou que as agriculturas do Brasil e da União Europeia são complementares, apesar de divergências com agricultores franceses.
  • O presidente também defendeu a recuperação da Organização Mundial do Comércio e criticou o ex-presidente dos EUA Barack Obama por não ter continuidade em acordos comerciais.
  • Lula afirmou que o Brasil não aceita escolher entre EUA ou China e citou a China como exemplo de ganho de competitividade.

Lula, em visita a Portugal, defendeu a assinatura do acordo Mercosul-UE e destacou a ajuda de Portugal no processo. O presidente brasileiro afirmou que Portugal pode ser um parceiro comercial ativo do Brasil, além de apenas ponto de entrada para a União Europeia.

Segundo Lula, o acordo abriria um mercado estimado em US$ 22 bilhões. Ele criticou o parlamento europeu por recursos destinados a atrasar a entrada em vigor do acordo, apontando entraves políticos ao processo.

Agriculturas do Brasil e da UE são descritas como complementares, segundo o presidente. Ele mencionou a França como exemplo de resistência de agricultores diante da alta competitividade do agronegócio brasileiro.

Comércio global e revisão da OMC

Em relação ao comércio mundial, Lula pediu a recuperação da Organização Mundial do Comércio (OMC) para ampliar a cooperação entre blocos. O presidente criticou Barack Obama por não manter a assinatura de acordos após assumir o cargo.

Lula ressaltou que defesa de livre comércio nos anos 80 contrastou com práticas protecionistas atuais, citando a China como exemplo de ganhos de competitividade para o Brasil.

O mandatário destacou ainda que o Brasil não aceita uma lógica de guerra fria que obrigaria o país a escolher entre comerciar com EUA ou China.

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