- Lula afirmou reciprocidade após o governo dos EUA pedir a saída de um delegado da Polícia Federal envolvido na prisão de Alexandre Ramagem, durante viagem à Alemanha.
- O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos comunicou, na segunda-feira, que pediu a saída do servidor brasileiro por suposta tentativa de contornar mecanismos formais de cooperação jurídica.
- Ramagem foi solto na última quarta-feira, após dois dias preso na Flórida; ele foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência e, no ano passado, o STF o condenou a 16 anos de prisão.
- Após a condenação, Ramagem deixou o Brasil e passou a residir nos Estados Unidos; em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou o envio de pedido formal de extradição.
- A Polícia Federal disse que a prisão ocorreu em cooperação internacional e que Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira por crimes como organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante viagem à Alemanha, que há espaço para reciprocidade após o pedido dos EUA para a saída de um delegado da Polícia Federal brasileiro. A declaração foi dada nesta terça-feira (21) a jornalistas.
O governo de Washington informou, na segunda-feira (20), ter solicitado a saída de um funcionário brasileiro do país. O texto, publicado na rede social X, indica que o delegado atuava na área da prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem e que tentou contornar mecanismos formais de cooperação jurídica.
Lula deixou claro que não admitiría ingerência ou abuso de autoridade de estrangeiros quanto a questões brasileiras e ressaltou que, se houve conduta inadequada por parte de autoridades americanas, o Brasil responderia com reciprocidade. A fala ocorreu no contexto da viagem a Berlim.
Contexto sobre Ramagem
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, foi condenado no ano passado a 16 anos de prisão por participação em esquema golpista. Após a condenação, perdeu o mandato e fugiu do Brasil, passando a residir nos Estados Unidos.
Ramagem foi preso na Flórida e liberado dois dias depois. A PF informou que a detenção ocorreu dentro de um acordo de cooperação policial entre Brasil e EUA. Ele é considerado foragido da Justiça brasileira por crimes que incluem organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Próximos desdobramentos
O STF confirmou, em dezembro de 2025, a emissão de pedido formal de extradição a Ramagem, processado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Enquanto isso, o governo brasileiro acompanha a situação e avalia respostas diplomáticas conforme o desfecho das tratativas com os Estados Unidos.
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