- Lula, em Lisboa, ironizou defender que o presidente dos EUA, Donald Trump, receba o Prêmio Nobel da Paz para colocar fim às guerras.
- Ele afirmou que não sabe se é brincadeira, citando que Trump diz ter encerrado oito guerras e ainda não ganhou o Nobel.
- Em mensagem divulgada pelo governo da Noruega, Trump disse que, por não ter recebido o Nobel, não se via mais obrigado a pensar apenas na paz, podendo considerar o que é bom para os Estados Unidos.
- Lula criticou o Parlamento Europeu por contestar judicialmente o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, disse que os setores agrícolas são complementares e que o acordo deve começar a vigorar provisoriamente no dia primeiro de maio.
- A declaração ocorreu durante entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro português, Luís Montenegro.
Em Lisboa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a atacar conflitos globais, em tom irônico, ao sugerir que o presidente dos EUA, Donald Trump, receba o Prêmio Nobel da Paz para acabar com as guerras. A fala ocorreu durante declaração à imprensa ao lado do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.
Lula afirmou, de forma irônica, que não sabe se a fala é brincadeira ou não, mas destacou que Trump já teria dito ter encerrado oito guerras. A ideia é entregar o Nobel a ele para promover a paz mundial, segundo o relato da Reuters.
O exato objetivo é mostrar como as guerras seriam reduzidas caso se reconhecesse a suposta capacidade de encerrá-las, segundo o registro da declaração. O tom, porém, foi apresentado como crítica ao atual cenário de conflitos.
Repercussões e contexto internacional
No ano anterior, Trump teria enviado uma mensagem ao governo da Noruega após o Nobel concedido à líder venezuelana Maria Corina Machado. Segundo a mensagem, ele recusaria se preocupar apenas com a paz por não ter recebido o prêmio, citando mudanças de foco.
Ainda em Lisboa, Lula criticou o Parlamento Europeu pela contestação judicial ao acordo entre Mercosul e União Europeia. O presidente alegou que os setores agrícolas dos dois blocos são complementares, não concorrentes, e que a suspensão representaria erro.
Lula destacou que o acordo deve entrar em vigor de forma provisória a partir de 1º de maio, enquanto o Tribunal de Justiça da União Europeia analisa o recurso apresentado pelo Parlamento Europeu. Ele pediu entendimento entre as partes para evitar equívocos.
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