- O presidente Lula afirmou que o Brasil pode adotar reciprocidade caso haja abuso dos Estados Unidos na remoção do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho.
- Os EUA determinaram que Carvalho deixasse o país, alegando que ele tentou contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território americano.
- O Ministério das Relações Exteriores afirmou que a medida não tem fundamento e que o delegado atuava em cooperação com autoridades americanas com base em memorando de entendimento entre os dois países.
- O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse que Carvalho estava no prazo de três anos na missão e que a instituição aguarda esclarecimentos oficiais para definir próximos passos.
- Lula seguiu para Lisboa, após passagem por Hanôver, na Alemanha, encerrando a viagem à Europa com encontros previstos na capital portuguesa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil pode adotar reciprocidade caso haja abuso dos EUA na expulsão do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho. O policial atuou na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. A declaração foi dada em Hannover, na Alemanha, durante passagem oficial na Europa.
Os EUA determinaram que Carvalho deixasse o território americano. O anúncio foi feito pelo Office of Western Hemisphere Affairs, órgão do governo norte-americano. A mensagem também citou a tentativa de contornar pedidos formais de extradição.
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, disse que o governo brasileiro tomou conhecimento da medida por meio das redes sociais e que não há fundamento para a ação. Ele manteve a posição de cooperação entre as autoridades dos dois países.
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, afirmou que Carvalho estava dentro do prazo de três anos de missão e que a atuação do delegado ocorreu em conjunto com autoridades americanas. Ele pediu esclarecimentos formais sobre a decisão.
Lula informou que permanece na agenda na Europa, com destino a Lisboa para encontros com autoridades portuguesas. Após a reunião, ele deve retornar ao Brasil na mesma terça-feira, encerrando o giro europeu.
A viagem de Lula pela Europa teve início na Espanha e incluiu a Alemanha, onde o presidente participou de eventos na feira industrial de Hanôver. O retorno ao Brasil está previsto para terminar o roteiro na data informada pela assessoria do Palácio do Planalto.
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