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Ministros da UE rejeitam proposta de suspender acordo com Israel

EU permanece dividido sobre sanções a Israel; suspensão parcial do acordo de associação não recebe apoio suficiente, com novas discussões em curso

Kaja Kallas, the EU foreign policy chief, outside the European Council building in Luxembourg before Tuesday’s meeting.
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  • Ministros das Relações Exteriores da União Europeia permanecem divididos sobre sanções a Israel; a proposta de suspensão parcial do acordo de associação não recebeu apoio suficiente.
  • A chefe da diplomacia da UE, a polonesa-ux Kaja Kallas, disse que a suspensão parcial continua em aberto, dependendo de mudanças de posição entre os membros.
  • Irlanda, Espanha e Eslovênia pressionaram para reabrir a possibilidade de suspensão, citando condições em Gaza e violência na Cisjordânia.
  • Separadamente, a UE planeja novas sanções contra Irã, visando iranianos envolvidos na limitação da navegação no estreito de Hormuz, com objetivo de adoção em maio.
  • França e Suécia pediram à Comissão que avalie tarifas sobre produtos de assentamentos na Cisjordânia e restrições a exportações, enquanto a comissão já afirmou que apenas produtos originários de Israel propriamente dito recebem preferências comerciais.

A União Europeia não conseguiu obter apoio suficiente para suspender parcialmente o acordo de associação com Israel. A proposta foi levantada por Irlanda, Espanha e Eslovênia, mas ficou aquém do necessário entre os 27 membros. A decisão ficou pendente após a reunião de ministros de Relações Exteriores.

Kaja Kallas, chefe da política externa da UE, afirmou que a suspensão parcial continua na mesa, mas depende de mudanças nas posições dos estados para entrar em vigor. Em coletiva, ela disse que as discussões vão continuar, sem indicar data para votação.

Ela negou críticas sobre um suposto duplo padrão na abordagem da UE em relação a Israel, destacando dúvidas sobre a eficácia de sanções. Questionada sobre o efeito real de medidas desse tipo, a comissária disse que o objetivo é manter o peso político da UE.

Separadamente, Kallas informou que a UE pretende ampliar sanções sobre o Irã, com novas medidas contra iranianos envolvidos na limitação da navegação no estreito de Hormuz, alvo de sanção prevista para maio.

Segundo relatos, Irlanda, Espanha e Eslovênia defenderam reabrir a discussão da suspensão parcial, apresentada no outono passado, mas a proposta não conquistou o apoio necessário. Os três países destacaram a crise em Gaza e a violência na Cisjordânia.

Ministros espanhóis destacaram que, diante de um conflito contínuo, a UE precisa reavaliar suas relações com Israel. O premiê espanhol, Pedro Sánchez, tem sido crítico da atuação israelense na região.

O chefe da diplomacia belga ressaltou que é preciso levantar a voz sobre sanções, citando violência de colonos na Cisjordânia e ataques ao acordo. Também mencionou a votação no parlamento israelense sobre a pena de morte como aspecto relevante.

A UE precisa de consenso para revogar total ou parcialmente o acordo com Israel. A revogação total exige unanimidade entre os 27, e a suspensão parcial depende de uma maioria ponderada de 15 Estados, representando 65% da população da UE.

Diversos atores internacionais acompanharam o debate. Amnistia Internacional denunciou a UE por suposto fracasso moral diante de mortes de civis. Grupos da sociedade civil têm feito campanhas para suspender o acordo.

França e Suécia também pressionaram pela adoção de tarifas sobre produtos de assentamentos na Cisjordânia e por restrições às exportações para esses territórios, proposta que será discutida com a comissária de comércio.

Noruega, não integrante da UE, comentou que a ocupação e a violência dificultam o espaço de manobra da Autoridade Palestina, destacando a necessidade de liberação de receitas alfandegárias retidas por Israel desde 2025 para financiar serviços públicos palestinos.

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